Até mesmo quem tem um pé atrás com fabricantes asiáticas ficou boquiaberto com as novidades que a Xiaomi apresentou ontem (27). Como já noticiado pelo TecMundo, a companhia chinesa anunciou oficialmente seus dois novos smartphones: o Mi 5s e o Mi 5s Plus, que se destacam por oferecerem um hardware robusto a um preço razoavelmente acessível.

Porém, o que mais chamou atenção nos dispositivos é a tecnologia empregada em seus leitores biométricos. Em vez de apostar em um botão físico (como geralmente se vê em outros aparelhos), a marca inovou ao estrear sensores ultrassônicos na dupla de gadgets. Esses componentes prometem autenticar o usuário de forma muito mais rápida do que os tradicionais, além de garantir um visual bastante moderno para o aparelho.

O funcionamento é razoavelmente simples. Primeiramente, um transdutor é utilizado para propagar incessantemente ondas de ultrassom para a superfície de vidro do celular. Ao posicionar seu dedo no leitor, sua impressão digital causa uma determinada “interferência” em tais ondas, sendo que este padrão é lido por um segundo transdutor e interpretado por um software. Confira abaixo um vídeo oficial da empresa (em chinês) explicando a novidade.

Uma tendência?

Além de ser mais eficaz do que os leitores capacitivos, um sensor ultrassônico consegue autenticar o usuário mesmo se sua superfície estiver suja ou molhada. Para facilitar a identificação do leitor, a Xiaomi resolveu criar um “falso botão” no Mi 5s (que não é nada mais do que uma pequena curvatura retangular no vidro que compõe a parte frontal do gadget).

Vale lembrar que vários rumores prediziam que a Apple empregaria sensores ultrassônicos no leitor biométrico do iPhone 7 — porém, todos nós sabemos que isso não aconteceu. A esperança é que a Maçã resolva adotar essa nova tecnologia no iPhone 8, que deve sofrer um redesenho mais drástico e chegar ao mercado com várias melhores no Touch ID.

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