Outro dia comentei que os videogames deixaram de ser brincadeira e passaram a ter uma importância muito maior no mundo – seja como entretenimento, aprendizado, entre outras formas. Com o crescimento da indústria de jogos surgiram centenas de novas empresas investindo no setor.

Empresas almejando maiores vendas passaram a produzir cada vez mais jogos, ao mesmo tempo em que a tecnologia começou a proporcionar títulos cada vez mais inovadores e grandiosos. Games que antes levavam duas horas para ser finalizados agora ocupam mais de cinquenta horas. A exigência dos jogadores também obrigou os produtores a lançar jogos cada vez mais complexos.

(Fonte da imagem: Divulgação/Ubisoft)

Esse grande aumento na complexidade dos títulos somado ao grande volume de lançamentos tornou a vida dos gamers de certa forma mais complicada. É literalmente impossível acompanhar tudo o que é lançado hoje em dia. Vejamos o período do último Natal, por exemplo: somente aí, tivemos The Elder Scrolls V: SkyrimThe Legend of Zelda: Skyward Sword, Call of Duty: Modern Warfare 3, Battlefield 3, Assassins Creed Revelations, Star Wars: The Old Republic, Uncharted 3: Drake´s Deception e mais um monte de títulos excepcionais dos quais não me recordo agora.

Maiores abandonados

Particularmente, eu consegui aproveitar alguns desses jogos, mas somente por que não viajei no final do ano. Ainda estou devendo uma ajuda ao Batman, que está abandonado em Arkham City desde outubro. O Ezio já desistiu de mim faz tempo, conversei com ele e avisei que a Lightning está presa em Valhalla e precisa sair de lá o quanto antes. Também fiquei de visitar uma galáxia muito, muito distante e ajudar os Jedis a vencer o Império Sith. Essa viagem, no entanto, já está programada.

(Fonte da imagem: Divulgação/BioWare)

Tudo bem, eu vou deixando eles na prateleira até que me sobre um tempinho, aí consigo aproveitar tudo com mais calma. Isso se o Max Payne, que chega no final de maio, não se importar em esperar um pouco na fila até que eu consiga jogar o que está atrasado. Talvez eu pegue meu Mustang recém-adquirido em Need For Speed The Run e corra atrás do prejuízo. Mas somente se não forem lançados mais jogos esse ano, o que não é muito provável.

Turbilhão de novidades

Nas épocas mais caóticas em que os lançamentos são muito frequentes, como Natal, férias e outras datas comemorativas, já é difícil acompanhar tudo o que é produzido; imagine então conseguir jogar tudo. A chegada de novos consoles também é um período crítico: como os fabricantes precisam abrir mercado e fixar o novo produto, surgem muitos títulos exclusivos junto com os aparelhos. E para piorar, eles chegam quase sempre na época do Natal.

Infelizmente é impossível acompanhar todos os lançamentos hoje em dia, e muitos títulos bons passam desapercebidos. A quantidade é imensa, e não são apenas jogos para passar o tempo: obras como Skyrim levam no mínimo cem horas para ser apreciadas como merecem, pois criam um mundo inteiro cheio de personagens e histórias paralelas. Deixar para depois está fora de cogitação, pois a cada mês muitos jogos maravilhosos chegam às prateleiras — nem vou comentar os DLCs. Às vezes eu gostaria de poder parar o tempo para abandonar tudo e me dedicar inteiramente aos games.

(Fonte da imagem: Divulgação/Rocksteady)

Enquanto isso não acontece, vou deixando uma infinidade de “savegames” abandonados no início dos jogos até que me sobre um tempinho. O problema é saber o que escolher. Como vou saber que um jogo é melhor que outro se não tive tempo de apreciar como deveria? Como vou saber qual mundo devo salvar?

Via BJ

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