Em junho de 2015, o congresso norte-americano aprovou uma lei conhecida como USA Freedom Act, na qual foram impostos alguns limites para a obtenção de dados de telecomunicações pelos órgãos de inteligência dos Estados Unidos, incluindo aqui a Agência de Segurança Nacional. Mesmo com essa barreira, essa divisão do governo teve acesso a 151 milhões de gravações contidas em celulares em 2016.

Segundo informações que estão correndo a rede, os dados em questão estão associados a números referentes a ligações (incluindo aí tempo, duração e tanto o número de quem fez a chamada quanto o de quem a recebeu) e, aparentemente, são menores se comparados ao período anterior às revelações feitas por Edward Snowden – um estudo feito em 2014 revelou que era possível obter “bilhões de gravações por dia” no ano mencionado.

E quais eram os limites?

Por conta do USA Freedom Act, a Agência Nacional de Segurança poderia coletar dados somente de pessoas que fossem consideradas suspeitas de ligação com o terrorismo. Porém, no ano passado a agência recebeu garantias de apenas 46 suspeitos que se enquadraram nesse perfil.

Outro detalhe mencionado pela agência é o fato de que os “151 milhões” não significam, necessariamente, essa mesma quantidade de pessoas, já que muitos desses dados foram coletadas de um mesmo número. A quantidade exata de indivíduos investigados? Infelizmente não há nenhuma informação sobre esse dado, mas o órgão revela que isso explica a discrepância entre o pequeno número de garantias obtidas e o grande número de gravações.

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