Dirigir à noite desperta uma sensação de grande prazer em muitos motoristas. Enquanto as luzes da cidade reservam incontáveis reflexos na pintura e no pára-brisa do veículo, a calmaria noturna de uma boa estrada transformam o ato de dirigir em uma verdadeira experiência única. Por outro lado, é fato que a visibilidade é comprometida no escuro, diminuindo consideravelmente a segurança e aumentando o cansaço visual do condutor. Faróis comuns iluminam de maneira estática e não acompanham o mesmo foco que o condutor.

Através de um conceito simples, os faróis direcionais aumentam a segurança e o prazer ao conduzir um veículo à noite. Ao invés de lanternas fixas na estrutura do carro, este recurso permite movimentar as luzes de maneira independente, potencializando a iluminação para diferentes situações. Além de adequar-se à direção das curvas, modelos recentes se adaptam a diferentes padrões de velocidade e condições climáticas. Manter uma visibilidade adequada do seu trajeto é crucial, afinal, 30 metros são percorridos a cada segundo a 110 km/h.

Uma antiga preocupação

Direcionar o farol do carro para dentro da curva não é uma preocupação recente, já na década de 30 a Tantra da Checoslováquia e a luxuosa Cadillac fabricavam modelos com uma versão rudimentar deste recurso. Em 48 foi a vez do excêntrico Tucker exibir seu terceiro farol para as curvas no centro do veículo, a própria Citroën possuía 2 modelos com esta função em plena linha de montagem durante os anos 60.

Trucker com seu terceiro olho.

Embora demonstrassem uma importante preocupação com a segurança com um recurso inovador para a época, o mecanismo utilizado era puramente mecânico e atuava de maneira pouco satisfatória e prejudicava os demais motoristas. Não é à toa que acabaram sendo proibidos em diversos países e só foram reaparecer em 2002 com o Mercedes Benz Classe E, agora dotado de sensores eletrônicos para atuar de maneira inteligente.

O pioneiro da tecnologia

Farol direcional de xenônioOs faróis dinâmicos foram lançados como opcional do modelo T e do sedan da Mercedes, basicamente sua função era a de substituir um farol tradicional por um por um projetor móvel de xenônio. Sensores se encarregam de monitorar a velocidade do veículo e a inclinação do seu volante para calcular o ângulo adequado para a inclinação dos faróis. O sistema ainda prevê diferentes condições de dirigibilidade para alterar o padrão de iluminação.

Mantendo a velocidade do veículo abaixo dos 90 km/h, as luzes se adaptam para uma estrada simples, intensificando a iluminação na porção direita da estrada e reduzindo a luz para a esquerda, para não cegar veículos no sentido oposto. Acima desta velocidade, a iluminação se equipara em um foco mais distante, aumentando a distância da área visível.

Ao trafegar em condições climáticas adversas como neblina ou chuvas intensas, o farol se afasta do centro e valoriza as laterais da via, melhorando a visibilidade das faixas laterais e reduzindo o ofuscamento da luz. Ao dobrar uma esquina a baixas velocidades, o feixe luminoso foca sua atenção a um curto alcance para a parte adjacente do veículo, assegurando a visibilidade do veículo em conversões.

Mercedes Benz Classe E (imagem de divulgação)

Mais iluminação

A iluminação dinâmica também se apóia em um recurso de maior eficiência que os faróis comuns. Dispensando filamentos halógenos, como nas lâmpadas comuns, a iluminação de xenôn dos faróis móveis consome metade da potência elétrica e possue vida útil muito superior, e é claro, gerando uma luminosidade 210 % maior.