Apple é inocentada por acidente fatal com motorista que usava o FaceTime

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O FaceTime é um aplicativo de conversas em vídeo criado pela Apple e presente em seus iPhones. É uma maneira prática de aproximar pessoas que estão distantes para conversas mais envolventes do que simplesmente usar o telefone. Porém, seu uso indevido causou a morte de uma garota de 5 anos nos Estados Unidos em 2014.

Garrett Wilhelm estava realizando uma chamada no FaceTime usando seu iPhone 6 Plus enquanto dirigia, e a distração o fez bater na traseira de outro carro, causando a morte da menina Moriah Modisette. O pai da vítima, James Modisette, processou a Apple por não incluir no aplicativo algum aviso de perigo ou um recurso que bloqueasse o uso do FaceTime por alguém conduzindo um veículo.

Não cabe à Apple assumir a responsabilidade pelas ações dos indivíduos que usam seus aplicativos

A acusação alegou que a Apple já havia patenteado um sistema de segurança para impedir o uso do FaceTime em alta velocidade no fim de 2008, mas que ainda não havia instalado o recurso no iPhone 6 em 2014: “Na hora da colisão em questão, o iPhone utilizado por Wilhelm continha o hardware necessário (para ser configurado com o software) para desabilitar ou ‘bloquear’ automaticamente a capacidade de usar o [FaceTime]... No entanto, a Apple não conseguiu configurar o iPhone para ‘bloquear’ automaticamente a capacidade de utilizar o FaceTime enquanto se move em velocidade de uma rodovia, apesar de haver capacidade técnica para isso”.

A Apple não tem responsabilidade

Agora, a BBC reportou que o processo contra a Apple foi rejeitado após uma decisão do tribunal de apelações, que considerou a empresa não culpada pelo acidente. Ficou determinado que a Apple "não deve aos Modisettes uma ação de cuidado" e que não cabe à Apple assumir a responsabilidade pelas ações dos indivíduos que usam seus aplicativos. Segundo o tribunal, a família não pôde estabelecer que o design do iPhone foi a causa dos danos sofridos.

Garrett Wilhelm, o condutor do veículo e real culpado pelo acidente, foi acusado de homicídio, mas ainda não foi julgado, por falta de acesso aos dados de seu iPhone. Caso seja condenado em 3 de junho de 2019, Wilhelm pode pegar até 20 anos de prisão.

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