Kaspersky diz que acusação da Bloomberg sobre espionagem da China é falsa

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No dia 04 de outubro, a Bloomberg Businessweek publicou uma reportagem alegando que o governo chinês havia adulterado placas-mãe de servidores fabricadas pela empresa Supermicro e que eram fornecidas para dezenas de empresas americanas, incluindo Apple e Amazon. Segundo a notícia, “as placas-mãe continham um minúsculo microchip, não muito maior que um grão de arroz, que não faziam parte do projeto original das peças”.

Agora, a Kaspersky Lab, uma das maiores empresas de segurança cibernética do mundo, resolveu se pronunciar também. E, de acordo com ela, apesar desse tipo de intervenção de hardware ser uma realidade, não há evidências suficientes que comprove que o conteúdo da reportagem da Bloomberg é verídico.

Em seu relatório de análise, com 14 páginas, a Kaspersky foi bem crítica, apontando uma “certa” irresponsabilidade por parte da Bloomberg, pois a notícia caiu como uma bomba para a Supermicro e todas empresas que possuem hardware fabricado por ela. “Para a Supermicro, significou uma perda de avaliação de 40% das ações. Para as empresas que possuem hardware da Supermicro, isso pode ser traduzido em muita frustração, desperdício de tempo e recursos”, afirma o relatório. A empresa ainda citou a forma como a Apple e Amazon negaram as acusações feitas pela Bloomberg, e que “quase não dá chances da agência de notícias se retratar”.

Após a notícia, a Apple havia dito que “nunca encontrou chips maliciosos ou vulnerabilidades propositalmente plantadas em suas placas para servidores”, e que também “não tem conhecimento de nenhuma investigação do FBI sobre incidentes desse tipo”.

O relatório da Kaspersky segue descrevendo que esse tipo de alteração de hardware, além de extremamente difícil de ser implementado, ainda é caro e que não há garantias de que as peças chegarão no destino alvo.

Até agora, Apple, Supermicro e Amazon negaram as acusações, sendo que a Supermicro não fornece mais placas-mãe de servidores para a Apple desde 2016.

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