Cerca de 80% do lixo eletrônico de nações ricas vai parar em países pobres. (Fonte da imagem: Reprodução/ The Week - Michael Ciaglo)

O descarte de lixo digital tem seguido uma série de regras para evitar a poluição acentuada do meio ambiente. Ainda assim, algumas empresas conseguem mandar para bem longe o lixo que não querem reciclar em seus próprios países, especialmente companhias britânicas e japonesas.

Essas empresa têm mandado eletrônicos em estado deplorável para Gana, onde os dispositivos chegam como doações para diminuir a exclusão digital na África. Contudo, em pouco tempo, esses produtos viram lixo e vão parar nesse local que tem ficado conhecido como inferno digital. Esse depósito ilegal de eletrônicos estragados se chama Agbogbloshie e quem sofre por lá não são computadores usados, mas sim jovens que inalam uma fumaça tóxica todos os dias.

Verão de fumaça

As imagens que você confere foram feitas por Michael Ciaglo, um repórter fotográfico de 23 anos que ficou um verão inteiro em Gana acompanhando os jovens que trabalham no local. Segundo ele, em um dia considerado bom, cada um arrecada US$ 4 por dia com a venda de cobre extraído dos eletrônicos antigos.

Tudo está sempre queimando em Agbogbloshie porque essa é a maneira mais simples encontrada pelos jovens de extrair o cobre desses dispositivos. Contudo, a fumaça produzida é tóxica, gerada pela combustão do plástico e vários outros materiais, liberando uma infinidade de substâncias químicas na atmosfera e no solo.

Ciaglo conversou com a The Week sobre sua experiência no local e descreveu o ambiente com constantemente nauseante. Seu trabalho fotográfico ainda não foi publicado, mas você pode conferir uma prévia na galeria.

Cupons de desconto TecMundo: