Com a subida no poder da equipe de governo do futuro presidente Jair Bolsonaro, muita gente se pergunta quais serão as grandes mudanças que poderemos ver no ano que vem. Um dos riscos principais é a privatização em massa dos serviços públicos básicos que são importantes no dia a dia das pessoas e uma das companhias que podem entrar nesse grupo é a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

No entanto, o futuro ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e também primeiro astronauta brasileiro Marcos Pontes afirmou em uma reunião na manhã de hoje (07) com representantes de várias entidades ligadas a sua área de atuação que a privatização dos Correios ainda não está em pauta. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos continua subordinada a essa pasta.

Educação em pauta

A reunião serviu para aproximar os membros do novo governo a representantes de instituições que estão na vanguarda da ciência no país, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciências. Pontes também afirmou que uma aproximação com o Ministério da Educação é crucial para o desenvolvimento das áreas no Brasil. A ideia é criar projetos para inserir ciência e tecnologia nos currículos dos Ensinos Médio e Fundamental e estimular a busca por carreiras nessa área.

[Ciência e tecnologia] é estratégico para o desenvolvimento do país, assim como educação, e nós precisamos ter esse prestígio para dar esse retorno para a sociedade

"[Ciência e tecnologia] é estratégico para o desenvolvimento do país, assim como educação, e nós precisamos ter esse prestígio para dar esse retorno para a sociedade", disse Pontes. No que diz respeito ao Acordo de Paris, que visa o combate às mudanças climáticas, o futuro ministro afirmou: “Nós temos dentro da comunidade científica uma participação muito grande em estudos e análises de clima e a importância do desenvolvimento sustentável como um todo. Essas informações todas vão ser levadas ao presidente”.

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações vai ter R$ 3,75 bilhões em recursos no decorrer de 2019, um valor que é 10% menor do que no ano atual. A queda, porém, não é novidade: em 2013, no governo Dilma, a pasta contava com R$ 10 bilhões em fundos.