Os avanços tecnológicos impactam diversas áreas da sociedade, não só os projetos ligados diretamente ao mercado financeiro ou de produção industrial. Pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) deram uma prévia do projeto que será apresentado na segunda semana de novembro, no Simpósio Internacional de Robótica Experimental, na Argentina. A publicação descreve um sistema de navegação autônomo, desenvolvido para que drones trabalhem colaborativamente com o foco na descrição de áreas isoladas e sem necessitar de um GPS como guia, o que é a grande novidade.

Um dos problemas enfrentados por equipes de resgate, por exemplo, é cobrir uma grande extensão de terra de maneira rápida e eficiente, levando em conta que vidas estão em risco e tempo é crucial para esses profissionais. Cada drone quadrotor neste caso, seria equipado com o sistema LIDAR, que significa detecção de luz e variação, em tradução livre, que mede e combina dados sensoriais remotamente. O objetivo recolher e processar o máximo de informações possíveis sobre uma determinada região.

Por não precisar de um sistema de rastreamento por satélite, um drone equipado com esta tecnologia consegue adentrar em uma floresta densa, por exemplo, e cobrir uma área de aproximadamente 20 m2 com elevada precisão, com tempo estimado entre 2 e 5 minutos. Em um dos testes, dois equipamentos foram enviados e os resultados foram integrados rapidamente, gerando uma base de dados mais ampla e confiável.

Um dos próximos passos indicados pelos pesquisadores é a capacidade dos mapas serem integrados nos drones enquanto eles estiverem no ar (e não enviados a um centro de comando como no modelo atual), evitando assim que dois aparelhos distintos sobrevoem a mesma área.

O comparativo com as formas tradicionais, segundo o estudo, provou ser mais rápido, mais eficiente em cobrir extensões territoriais e com velocidades médias maiores.