Diferentes padrões de luz são encontrados no tecido que recebe luzes e ultrassons. (Fonte da imagem: Reprodução/Nature)

Algumas cirurgias, por mais simples que sejam, pedem que o paciente seja “aberto” para que o médico tenha acesso a partes internas do corpo. O mesmo se aplica a alguns diagnósticos, que só são feitos corretamente depois de baterias de exames ou até a extração de um tecido. Mas um novo dispositivo pode deixar todos esses procedimentos mais rápidos, precisos e, principalmente, indolores.

Pesquisadores da Caltech estão desenvolvendo um aparelho que seria capaz de mapear até mesmo músculos e outros conjuntos de células, tudo a partir do direcionamento de feixes de luz e ultrassons. A nova técnica, chamada de efeito fotoacústico, pode tornar possível saber o que acontece a até algumas polegadas no interior da pele humana.

O funcionamento é mais simples do que parece: a luz interage com o som e, no equipamento de análises, cria um padrão de cores. Quando aplicado a um tecido, esse efeito sofre variação de tons pela presença de células, por exemplo, que podem ou não ser cancerígenas. Essas mudanças formam um desenho que pode ser analisado pelos médicos e facilmente controlado, basta ajustar a posição e o direcionamento dos feixes.

Nem precisa das mãos

Quando for possível ajustar a intensidade desse mapeamento, as coisas começam a ficar ainda mais sérias: o processo pode ser usado para identificar e matar células que podem levar a um câncer.

O tratamento, chamado de terapia fotodinâmica, consiste em dar ao paciente um remédio absorvido por essas células e que, quando iluminado pelo novo aparelho, é capaz até de destruí-las isoladamente. Ainda assim, alguns anos de pesquisa e aprimoramento ainda separam esse tipo de tratamento da realidade.

Fonte: Nature

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