(Fonte da imagem: Reprodução/Physorg)

Um time internacional de pesquisadores conseguiu fabricar pela primeira vez um transistor orgânico flexível capaz de resistir às altas temperaturas usadas no processo de esterilização médica. A novidade, que foi descrita em um estudo publicado online pela revista Nature Communications no dia 6 de março, tem potencial para revolucionar toda a área da saúde.

A expectativa é que a tecnologia seja aplicada na fabricação de monitores de saúde menos invasivos, com formato semelhante ao de um adesivo colado sobre a pele. Além disso, equipamentos como marca-passos poderiam ser substituídos por dispositivos muito menores que, por serem compatíveis com a biologia humana, possuem um risco de rejeição menos acentuado.

Grande potencial futuro

O novo transistor possui uma grande estabilidade termal, dependendo de uma voltagem de somente 2 volts para funcionar, o que reduz a possibilidade de que ele represente alguma espécie de risco aos seres humanos. Segundo os pesquisadores responsáveis pelo projeto, a quantidade de aplicações possíveis da descoberta é imensa: dispositivos do tipo poderiam ser usados para criar aparatos responsáveis pela detecção rápida de tumores, cânceres ou inflamações.

Além disso, não seria mais preciso que uma pessoa passasse por diversos testes antes que os médicos descobrissem qual o seu problema. Uma pequena película inserida debaixo da pele poderia registrar de forma automática informações sobre a condição sanguínea dos pacientes, o que tornaria muito mais fácil o processo de administrar os tratamentos e remédios necessários para uma recuperação satisfatória em caso de problemas.

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