(Fonte da imagem: Reprodução/Wikepedia)

Em muitos museus espalhados pelo mundo, um aviso é constante: “É proibido fotografar”. Se há a permissão, não é possível tirar fotos usando o flash da câmera. Mas você já parou para pensar se a “luzinha” realmente prejudica as obras de arte? Será que há mais alguns motivos envolvidos?

Caso você já tenha se perguntado, fez muito bem, pois a sua câmera fotográfica pode não ser um dos vilões que prejudicam a arte. 

Qual o problema do flash?

(Fonte da imagem: Reprodução/Vilamundo)

Para saber se a fotografia com flash é segura, a National Gallery de Londres realizou testes com o objetivo de verificar o dano da luz em obras de arte. Para começar, os pesquisadores usaram máquinas muito potentes — que deixariam a sua câmera “no chinelo”. Eles colocaram os equipamentos de frente para painéis cheios de tinta e programaram disparos de sete em sete segundos por alguns dias e em uma distância menor do que um metro.

No final das contas, foi possível concluir que os raios ultravioleta (UV) e a intensidade da luz causam danos às pinturas e outras obras. Com isso, as cores de uma pintura ou de uma escultura podem mudar, perdendo a sua originalidade.

A pesquisa é falha

Segundo um estudo feito por Martin H. Evans, há falhas nos testes feitos. Em primeiro lugar, o tempo de exposição e a distância usada foram muito extremos. Dessa maneira, seria inevitável que as tintas sofressem alteração nas suas cores.

As câmeras usadas pela maioria das pessoas não é tão potente quanto os aparelhos da experiência, portanto, as lentes barram a maior parte da emissão de raios UV. Além disso, as pessoas tiram fotos obedecendo à distância mínima de cada obra — que normalmente é maior do que um metro.

Ou seja, os flashs não são prejudiciais como se pensava, mas ainda são vetados em quase todos os museus, assim como o ato de fotografar.

Outros motivos que proíbem

Fila para entrar no Museu do Louvre. (Fonte da imagem: Reprodução/LMMC)

A proibição do ato de fotografar em museus pode ter outras causas, mas continuam sendo apenas teorias. Uma delas é o fato de que pessoas fotografando ficam paradas e trancam os corredores do estabelecimento. Outra teoria é a de que as lojas de “lembrancinhas” vendem imagens das obras de arte e outros tipos de suvenir — ou seja, tirar fotos diminuiria as vendas.

Também é possível citar que ladrões podem fotografar as relíquias que pretendem roubar, assim como o local em que elas estão. Mesmo assim, há falhas nessa “afirmação”, já que qualquer pode entrar em museus e os estabelecimentos normalmente distribuem mapas das suas dependências.

Contudo, a teoria mais coerente é a de que os direitos autorais das obras de arte não podem ser quebrados. Para que a reprodução aconteça por meios legais, o curador ou qualquer outro responsável sobre o acervo deve emitir uma permissão. Portanto, fotografias seriam uma tentativa frustrada de quebrar essa regra.

Fonte: Imaging Resource

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