(Fonte da imagem: Divulgação/J. Craig Venter Institute)

Cientistas da Universidade de Stanford e do J. Craig Venter Institute anunciaram a criação do primeiro organismo vivo completamente modelado em um computador. As bolhas que você na imagem acima são, na verdade, Mycoplasma genitalium, um parasita bacteriano que habita as partes íntimas do ser humano.

De tamanho pequeno e com uma estrutura considerada simples (é considerado o organismo menor e mais simples que existe), ainda assim não há como negar a complexidade da estrutura criada. Cada um dos 525 genes é responsável pelas interações de DNA, RNA e proteínas, além de outras 24 categorias únicas de moléculas.

Descobrir como tudo isso funciona em conjunto é uma tarefa monumental. Os resultados, divulgados na última semana, mostra que os pesquisadores foram capazes de simular o ciclo da vida do começo ao fim, incluindo cada gene e função conhecida.

Por que vale a pena?

A razão principal da criação de um organismo no computador é o entendimento de como ocorrem doenças, visando o desenvolvimento de técnicas mais eficazes para o tratamento. Com todos os processos celulares mapeados torna-se mais fácil analisar e modelar organismos, da mesma forma que engenheiros e arquitetos modelam e analisam edifícios.

A simulação de dados foi realizada em um ambiente MATLAB, em um cluster Linux de 128 núcleos, e demorou cerca de 10 horas para ser concluída. Embora o Mycoplasma genitalium não seja tão útil assim, ao menos do ponto de vista médico, a expectativa é que organismos mais complexos também possam ser simulados utilizando a mesma metodologia.

Apenas a título de comparação, o organismo E. coli, próxima tentativa dos pesquisadores, deverá envolver a modelagem de 4.288 genes que se dividem a cada 30 minutos, o que implica em interações moleculares muito mais complexas.

Fonte: Universidade de Stanford

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