Asteroide foi descoberto horas antes de se chocar com a Terra

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Imagem: Agência Espacial Europeia (ESA)
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Um asteroide foi detectado por astrônomos poucas horas antes de atingir a Terra. A colisão aconteceu ao sul de Jan Mayen, ilha desabitada perto da Islândia, e não representou nenhuma ameaça.

Embora a rocha espacial possuísse cerca de um metro de diâmetro, tamanho que a desintegraria na atmosfera terrestre, sua alta velocidade fez com que sinais de impacto fossem percebidos até a Groenlândia, com uma liberação de energia similar a um terremoto de 4 pontos de magnitude na Escala Richter.

O objeto, chamado de 2022 EB5, se tornou o quinto asteroide registrado antes de se chocar com o planeta. Por conta de a região não ter uma grande concentração populacional, até o momento não surgiram evidências em imagens ou vídeos da entrada da característica “bola de fogo”.

Sua primeira observação, ainda no espaço, foi feita pelo astrônomo Krisztián Sárneczky na última sexta-feira (11) às 16h24 no horário de Brasília. Com o uso de um telescópio posicionado na Estação Piszkésteto (Hungria), ele reportou o movimento do asteroide para o Minor Planet Center (MPC), organização mundial responsável pela identificação e acompanhamento de pequenos corpos espaciais.

O 2022 EB5 se tornou o quinto asteroide registrado antes de colidir com a TerraO 2022 EB5 se tornou o quinto asteroide registrado antes de colidir com a TerraFonte:  Agência Espacial Europeia (ESA) 

Cálculos iniciais estimaram que a rocha tinha menos de 1% de probabilidade de se chocar com a Terra. Entretanto, o sistema de monitoramento da Agência Espacial Europeia, Meerkat, emitiu um alerta sobre uma iminente colisão baseado em novas análises, que indicavam a ocorrência de sua queda entre às 18h21 e 18h25.

“A disseminação muito rápida de informações [sobre a possível chegada do objeto] permitiu que outros astrônomos fizessem mais observações a partir de diferentes locais, com tempo suficiente para calcular uma órbita precisa [que levaria ao seu] encontro com a Terra”, disse Mark Boslough, especialista em impacto de asteroides da Universidade do Novo México, em comunicado divulgado pela revista britânica New Scientist.

Atualmente, novas gerações de telescópios e construções de observatórios ao redor mundo estão em andamento. Tais ferramentas serão capazes de fazer uma varredura mais completa do espaço e, assim, reduzir a chance de passar despercebido um caso parecido, bem como melhorar sistemas de alerta para tentar evitar que um possível asteroide possa causar impactos mais catastróficos na Terra.

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