#AstroMiniBR: a lua mais estranha do Sistema Solar e outras curiosidades

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Imagem: Galileo/JPL/NASA
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Todo sábado, o TecMundo e o #AstroMiniBR reúnem cinco curiosidades astronômicas relevantes e divertidas produzidas pelos colaboradores do perfil no Twitter para disseminar o conhecimento dessa ciência que é a mais antiga de todas!

#1: Io: a lua de Júpiter repleta de vulcões!

Considerada por muitos astrônomos como a lua mais estranha de todo o Sistema Solar, Io é um dos quatro maiores satélites naturais de Júpiter, também conhecidas como luas galileanas em homenagem ao seu descobridor, Galileu Galilei (1564-1642). Analisada extensivamente pela sonda Galileo, que orbitou o gigante gasoso por 8 anos, de 1995 a 2003, Io mostrou ser um corpo celeste surpreendente: com coloração amarelada oriunda do enxofre e das rochas de silicato derretidas em sua superfície, seu solo incomum é repleto também de um sistema gigantesco de vulcões ativos. Acredita-se que tal atividade seja causada devido à intensa gravidade e aos efeitos de marés de Júpiter sobre Io. O atrito resultante dessas interações em Io aquece bastante o seu interior, fazendo com que a rocha em lava derretida exploda por diversos pontos em sua superfície. Esses vulcões de Io são tão ativos que estão efetivamente alterando a dinâmica do seu movimento e suas erupções chegam a lançar material a uma altitude impressionante de até 140 quilômetros!

#2: Um calendário mecânico para 4 séculos!

Relógios astronômicos são excelentes exemplos da engenhosidade humana. Construções impressionantes e complexas, relógios como os apresentados no vídeo acima possuem mecanismos e mostradores especiais para exibir informações astronômicas, como as posições relativas do Sol, da Lua, das constelações zodiacais, dos planetas principais e muito mais! Embora o início exato do desenvolvimento de relógios mecânicos não seja totalmente compreendido, há um certo consenso entre os historiadores de que por volta do início do século XIV já existiam relógios movidos por pesos que eram destinados à sinalização e à notificação, como por exemplo para avisar o horário de serviços e eventos públicos, e alguns outros que buscavam modelar o Sistema Solar. Relógios como estes últimos acompanhavam o astrolábio, amplamente utilizado por astrônomos e astrólogos à época, o que tornou natural aplicar um mecanismo para produzir um modelo prático da posição e do movimento dos astros!

#3: Você sabe por que a Lua fica avermelhada durante um eclipse lunar total?

Qualquer um que já tenha presenciado um eclipse lunar total possivelmente já fez essa pergunta: por que a superfície da Lua fica vermelha ao invés de ficar inteiramente preta? Bom, como sabemos, nosso satélite natural não possui luz própria, sempre vemos seu brilho porque sua superfície reflete a luz dos raios solares. Durante um eclipse lunar total, a Terra se move entre o Sol e a Lua, e esse alinhamento bloqueia temporariamente a luz do Sol de atingir a Lua. Quando isso acontece, a superfície lunar assume um brilho avermelhado em vez de ficar completamente escuro. A razão pelo qual isso acontece é explicada pela física através de um fenômeno chamado espalhamento de Rayleigh. É o mesmo mecanismo responsável por causar amanheceres e entardeceres coloridos e fazer o céu parecer azul aos nossos olhos. Basicamente, o efeito avermelho se dá devido à refração da luz solar pela atmosfera da Terra no cone de sombra que ela projeta na Lua: se a Terra não tivesse atmosfera, a Lua ficaria completamente escura durante o eclipse. O tom vermelho surge porque a luz do Sol que atinge a Lua atravessa uma longa e densa camada da atmosfera terrestre, onde se espalha, principalmente em comprimentos de onda mais curtos. Por conta disso, os comprimentos de onda mais longos predominam quando os raios de luz penetram na atmosfera e nossa visão percebe essa luz resultante como vermelha!

#4: Uma viagem no tempo cósmica!

No início do século passado a fotografia se tornou uma importante ferramenta para a astronomia. O rápido desenvolvimento de câmeras e instrumentos fotográficos, bem como o aprimoramento de técnicas de fotografias em longas exposições permitiu que os astrônomos produzissem imagens astronômicas com detalhes até então invisíveis por observação meramente telescópica. Evoluindo desde então, esse desenvolvimento crescente culminou na fantástica habilidade que a humanidade possui hoje de registrar objetos celestes em distâncias incrivelmente grandes no Universo e com uma riqueza de detalhes surpreendente! Nas fotografias acima, é apresentada uma comparação entre duas imagens da famosa Nebulosa de Órion, uma capturada em 1901 pelo astrônomo George Ritchey e uma outra, feita em 2006 pelo Telescópio Espacial Hubble!

#5: A mágica do efeito de perspectiva!

Efeitos de perspectiva são excelentes para fotografias de qualquer natureza, porém atribuem características especialmente espetaculares a certas astrofotografias! O registro de corpos celestes quando estes coincidentemente estão “passando” por determinado lugar como, por exemplo, sobre uma montanha, uma floresta ou um edifício, igual ao caso da imagem acima, produz a agradável sensação de que estamos vendo a coisa certa no lugar e no tempo correto!