Já pensou em guardar uma recordação registrada em foto ou vídeo por milhões de anos? Esse desejo de muitas pessoas agora pode ser realizado graças ao projeto #MemoriesInDNA, comandado por pesquisadores dos EUA.

As pesquisas, que têm o apoio da Microsoft, nasceram a partir da necessidade de se criar um meio de armazenamento de dados com maior durabilidade que os atuais. Estamos falando em milhares de anos. E a melhor forma de gravar e manter esses arquivos é por meio do DNA sintético. Nele, após gravados, os dados podem permanecer por mais de 1 milhão de anos e serão utilizados em pesquisas para as próximas gerações.

As pesquisas relacionadas ao armazenamento de dados em DNA surgiram a partir dos questionamentos sobre as tecnologias atuais. Nós produzimos muito mais dados do que podemos armazenar. Os pesquisadores já fizeram a gravação de obras importantes, como livros e músicas, e agora estão montando um banco de imagens reais, de pessoas comuns, para incluir no projeto.

Como participar

O projeto está aberto ao público, e qualquer pessoa poderá participar, enviando a sua foto ou o seu vídeo através do site oficial. A expectativa é de reunir 10 mil imagens para armazená-las no DNA. 

É importante saber que todas as imagens enviadas devem ser reais, de autoria própria e livres de direitos. É expressamente proibido enviar arquivos de outras pessoas, sob o risco de ser notificado quanto a isso.

O usuário deve escolher uma ocasião, um lugar ou uma pessoa querida e enviar. Essas recordações poderão ser acessadas no futuro e ajudará a reconstituir e entender a nossa geração, assim como estudamos os povos antigos. As imagens armazenadas ficarão disponíveis para pesquisadores do mundo inteiro.

Toda a contribuição é gratuita e aberta para o mundo inteiro.

O poder do DNA

A capacidade de armazenamento de dados das moléculas de DNA superam qualquer disco rígido da atualidade, por mais modernos que sejam. Se elas são eficientes para guardar informações da vida, imagina o poder que têm quando se refere a arquivos. Segundo a teoria, 1 miligrama de moléculas de DNA é capaz de armazenar todos os livros da maior biblioteca do mundo — a Biblioteca do Congresso dos EUA.

Considerado o meio de armazenamento com maior densidade que existe, o DNA supera inclusive os meios existentes somente na teoria. Porém, como sofre mutações, por ser vivo, os dados tendem a se perder. Para resolver isso, cientistas desenvolveram o DNA sintético, sem mutações e capaz de armazenar uma imensa quantidade de conteúdos. Entenda mais sobre o DNA sintético aqui.

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