Em nosso mundo moderno, é impossível realizar atividades que não dependam de uma ajuda dos céus, ou melhor, vinda do espaço. Os satélites que vivem em órbita podem trabalhar em serviços de comunicação ou meteorologia e até mesmo fotografar a Terra, por exemplo.

Esses “viajantes espaciais” são lançados ao cosmo em poucas horas, porém têm uma vida útil de muitos anos. Contudo, o processo desde o lançamento até sua morte é complexo e foi detalhado em um relatório da SES, companhia luxemburguesa proprietária e operadora de satélites de telecomunicações. (Você pode conferir o infográfico abaixo em tamanho real neste link)

Três, dois, um: lançamento

Os satélites partem de bases de lançamento posicionadas em locais estratégicos no mundo. Os equipamentos da SES, por exemplo, chegam ao espaço saindo de cidades como Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, Kourou, na Guiana Francesa, ou Baikonur, no Cazaquistão.

Na decolagem, os motores do foguete geram mais de 1,2 mil toneladas de propulsão e, à medida que ele sobe, certas partes se separam e caem, até que o satélite seja liberado quando chega ao espaço.

Planeta Terra chamando

Ao chegar à posição orbital desejada, uma estação de controle na Terra envia sinais para que os painéis solares se abram. Essa ação vai permitir que seja fornecida energia para o funcionamento correto dos equipamentos.

Isso pode ser crucial para situações de crise, uma vez que baterias serão recarregadas por esse método e, durante um eclipse, por exemplo, o satélite pode continuar funcionando.

Os responsáveis por esses e outros comandos são os Centros de Controle de Satélites (SOC, na sigla em inglês), que monitoram a saúde e o desempenho dos equipamentos.

Cada um no seu quadrado

Os satélites lançados no espaço ficam posicionados em uma zona delimitada, algo como um “cubo virtual”, que está localizada a 36 mil km acima da linha do Equador. Vários desses instrumentos podem ocupar a mesma área – chamada co-localização compartilhada.

Essa região em que se posicionam todos os equipamentos juntos se chama Posição Orbital. Caso algum aparelho do grupo apresente problemas, outro toma seu lugar, garantindo a confiabilidade do sistema.

Esse sistema de co-localização é muito bem usado para serviços que precisam de alta largura de banda, como a emissão de sinais de TV em alta definição. Para o telespectador, por exemplo, isso permite que canais configurados em cada um dos satélites sejam captados com somente uma antena apontada para um único “cubo virtual”.

“Houston, we have a problem”

Durante seu movimento, os satélites podem variar o posicionamento com relação à Terra, e mantê-los alinhados pode ser crucial para seu funcionamento correto.

Para se ter uma ideia sobre a importância de um apontamento preciso, cada 0,1 grau de erro significa 70 quilômetros de movimento com relação à Terra. Isso corresponde à distância entre São Paulo capital e Vinhedo, aproximadamente.

Velho guerreiro

Geralmente, um satélite tem uma vida útil de 15 a 20 anos, período em que ele se torna obsoleto. Porém, se deixado em órbita, ele pode ocupar um espaço desnecessário ou colidir com outros equipamentos.

Para evitar isso, após sua “morte”, os aparelhos são realocados através de propulsores para uma órbita mais alta, chamada “cemitério de satélites”, prevenindo acidentes com aqueles que estão em uso.

Apenas para efeito de curiosidade, o satélite mais antigo do mundo foi o famoso Sputnik I, lançado pela União Soviética em 4 de outubro de 1957. O aparelho não tinha nenhuma função útil e apenas transmitia um “beep” em sinais de rádio. Parafraseando o astronauta Neil Armstrong, esse foi "um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade".

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