A confiança nos sensores biométricos de smartphones é alta: afinal, quem teria nossa impressão digital com possibilidade de ser reconhecida pelo equipamento? Acontece que, como comprovaram alguns pesquisadores da Michigan State University, isso é mais fácil do que você pensa.

Os cientistas Kai Cao e Anil K. Jain descobriram um método que custa cerca de R$ 2 mil, leva 15 minutos ou menos e burla totalmente a biometria. O processo começa de um jeito simples: escanear uma impressão digital do dono, que pode estar no teclado, em copos, no mouse ou até no próprio sensor. Para isso, é preciso capturá-la em pelo menos 300 dpi.

O segundo passo é virá-la horizontalmente no computador. Depois, usando uma tinta condutiva especial (três cartuchos AgIC prata e um normal na cor preta), é só imprimir em um papel conhecido como AgIC. Pronto! Assim, é possível obter uma "réplica" da digital, que deve ser posicionada em cima do sensor como se fosse um dedo de verdade.

A equipe testou com o Samsung Galaxy S6 e o Huawei Honor 7. O primeiro smartphone liberava na hora, enquanto o outro exigia algumas tentativas. O objetivo da universidade com a pesquisa é alertar as empresas para que elas tornem essa tecnologia mais segura.

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