(Fonte da imagem: Reprodução/Alexander Wild)

Em 2006, o biólogo Ehab Abouheif encontrou uma amostra de que as formigas poderiam ser bem maiores do que muita gente acredita. A grande maioria das espécies apresenta duas divisões de formigas: operários e soldados. Mas o que o cientista encontrou em uma propriedade abandonada mostrava um terceiro tipo na espécie Pheidole, que poderia ser chamado de “Supersoldados”.

Durante anos, Abouheif estudou os motivos que levavam as formigas a atingirem a anomalia descrita acima, mas somente em 2011 – com a ajuda da Professora Diana Wheeler, especialista em insetos na Universidade do Arizona – os estudos chegaram a conclusões mais concretas.

Conforme relatado pelo PBS, eles notaram que nos primeiros momentos de vida, todas as formigas são iguais, não apresentando alterações genéticas que as pudessem ser responsáveis pela segmentação em operários ou soldados. O que controla a posterior transformação é a nutrição empregada a cada um dos pequenos insetos.

Formigas com melhor alimentação a partir de determinada fase larval acabam crescendo mais do que as outras e, por isso, tornam-se soldados (funções de defesa do ninho e processamento da comida). De outra maneira, elas crescem menos e são consideradas como operárias (que saem do formigueiro para buscar comida). E para os supersoldados?

Segundo os pesquisadores, estas formigas se desenvolvem por causa de um hormônio secretado pelos insetos, que aplicados durante os períodos corretos do dia, acabam estimulando o desenvolvimento com mais potência do que o normal. Devido ao seu tamanho, elas ficam responsáveis por bloquear as entradas dos formigueiros com suas próprias cabeças, impedindo que outros insetos invadam os ninhos.

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