Um dos maiores problemas do Android é o seu ecossistema completamente fragmentado, que prejudica o desenvolvimento de apps e a harmonia do SO. A Google já reconheceu o problema e até contava com um plano ousado para combatê-lo – o Android Silver – , que foi barrado pelas fabricantes de smartphones.

Atualmente, diversas versões do Android convivem em conjunto no ecossistema, com destaque para a Jelly Bean (4.1, 4.2 e 4.3), com 53,8% do total; e a KitKat (4.4), com 24,5%. Isso acontece principalmente porque as empresas fazem modificações muitas vezes complexas, que atrasam as atualizações para novas versões, e que muitas vezes nem chegam a ser feitas.

A esperança era prata

Com o Android Silver, a Google substituiria a linha Nexus por diversos dispositivos top de linha com Android praticamente puro, ou seja, aquele que a própria companhia desenvolve, quase sem interferência das fabricantes, reduzindo a fragmentação.

A Google queria promover uma versão menos personalizada do SO, tornando mais fácil para os desenvolvedores de aplicativos criarem uma única versão de seus programas, ao invés de várias versões para cada “sabor” do Android. 

Porém, as fabricantes não compraram a ideia. De acordo com o site de notícias Re/Code, o programa foi arquivado, depois do baixo interesse das desenvolvedoras, que “que não desejam compartilhar sua marca com outras empresas ou empregar tal versão restrita do software”.

Fechando o cerco

Hiroshi Lockheimer, vice-presidente de engenharia da Google, não quis comentar nada sobre o Android Silver, e apenas limitou-se a dizer que a linha Nexus “continuará no futuro”. Entretanto, a Google aparentemente não vai desistir tão fácil do combate à fragmentação. A prova disso são algumas novas mudanças que já foram feitas nos contratos com as fabricantes, que os tornaram mais restritivos.

Uma das primeiras modificações foi o aprimoramento do Google Play Services, que ficou bem mais poderoso, promovendo melhorias no Android como um todo de forma rápida, através da Google Play, sem a necessidade de uma atualização completa do sistema. Além disso, os dispositivos agora precisam contar com a frase “powered by Android” na inicialização, além de até 20 aplicativos da Google, vários deles na tela inicial.

Personalização ainda continua

Com relação ao Android Auto, Android TV e Android Wear, a Google ainda mantém a personalização das fabricantes distante. Entretanto, Lockheimer disse que as empresas poderão incrementar a interface desses dispositivos, uma vez que o “básico para estas plataformas está feito”.

Vale lembrar também que a linha Silver seria destinada apenas aos aparelhos top de linha e nada foi comentado sobre os dispositivos intermediários e de entrada. E você, caro leitor, prefere o Android puro, ou gosta das modificações que as fabricantes realizam em seus aparelhos? Deixe sua opinião.

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