Segundo a fabricante europeia de mísseis MBDA, a Marinha Brasileira usará o Sea Ceptor para equipar as novas corvetas (navios de combate de porte pequeno a médio, geralmente menores que uma fragata) da classe Tamandaré. Assim, o país se torna o terceiro a adotar o modelo, depois do Reino Unido e da Nova Zelândia.

Segundo a companhia, o Sea Ceptor, vertente marítima do CAMM (Common Anti-Air Modular Missile), provê defesa aérea em 360 graus em qualquer condição de clima, dia ou noite, contra múltiplos e simultâneos alvos, incluindo mísseis antinavio de voo rasante, helicópteros e caças velozes. Dotado de um radar ativo, o armamento também serve para alvos de superfície.

Outra característica do míssil é sua tecnologia de "soft launch", em que a ignição acontece somente fora do lançador. Isso, em conjunto com as asas retráteis, permite acomodar o armamento em espaços reduzidos, o que é especialmente importante para navios de porte menor, caso das corvetas.

Derivados da corveta Barroso, os modelos do tipo Tamandaré terão cerca de 100 metros de comprimento e deslocamento de 2,4 mil toneladas. Está sendo projetado para ser de multiuso, contando tanto com armamentos antinavio como antiaéreo, um canhão principal e uma arma secundária, além de embarcar um helicóptero.

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