O SingHealth é o maior grupo de saúde de Singapura e sofreu um grande vazamento de dados hoje (20) — o grupo possui 2 hospitais, 5 clínicas especialistas e 8 policlínicas. Os dados pessoais de 1,5 milhão pacientes passaram nas clínicas do grupo entre maio de 2015 e julho de 2018 foram obtidos por um grupo ainda não identificado.

O Ministério da Saúde de Singapura divulgou um comunicado alertando que os hackers também roubaram as informações sobre pacientes que tiveram a medicação dispensada (cerca de 16 mil pessoas que apenas passaram pelas clínicas). Entre as pessoas, estão os dados do primeiro ministro de Singapura, Lee Hsien, além de outros políticos do país.

Entre os dados pessoais vazados, estão nome completo, endereço, sexo, raça, data de nascimento e números de cartões de identificação nacional (algo como CPF e RG)

O TecMundo consultou Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, laboratório da PSafe especializado em cibersegurança, sobre dicas de melhores práticas após um vazamento de dados. De acordo com Simoni, caso os dados vazados sejam informações pessoais, "uma das primeiras medidas é trocar todas as senhas utilizadas e usar combinações que não sejam de fácil descoberta (como data de aniversário, por exemplo), além de ter senhas únicas para cada serviço. Caso o vazamento de dados pessoais se confirme, é muito importante que as pessoas redobrem a atenção em relação a quaisquer comunicações que chegarem por correios ou e-mail, para se certificarem de que não são comunicações falsas, como boletos, por exemplo. Em relação ao CPF, é possível buscar serviços de monitoramento de utilização do documento".

Até o momento, não há informações sobre quem roubou as informações. Ainda, Singapura não comentou como o roubo foi realizado, apenas que a ação pode ter sido patrocinada por outros governos.

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