A Microsoft afirmou hoje (19) durante o Aspen Security Forum que detectou atividades hacker da Rússia contra candidatos ao congresso dos EUA neste ano. Segundo Tom Burt, vice-presidente de segurança para consumidores da Microsoft, os candidatos “podem ter sido alvos interessantes do ponto de vista de espionagem, bem como um ponto de vista de ruptura eleitoral”.

Tom Burt não especificou quais candidatos foram alvos das tentativas de espionagem. Porém, Burt comentou que essas tentativas aconteceram por meio de ataques de phishing: os candidatos eram redirecionados para sites falsos da Microsoft durante a navegação na internet.

Tom Burt ainda comentou que, dessa vez, os hackers da Rússia não estão se infiltrando entre políticos como aconteceu durante as eleições presidenciais de 2016

“No início deste ano, descobrimos que um domínio falso da Microsoft havia sido estabelecido como a página de destino de ataques de phishing. E vimos metadados que sugeriam que esses ataques de phishing estavam sendo direcionados a três candidatos que concorrem à eleição neste ano. Imediatamente depois de saber deste incidente, a Microsoft pegou o domínio falso e trabalhou com o governo para evitar que alguém fosse infectado por aquele ataque em particular”, comentou o vice-presidente.

Caso você não saiba, phishing é um dos métodos de ataque mais antigos, já que "metade do trabalho" é enganar o usuário de computador ou smartphone. Como uma "pescaria", o cibercriminoso envia um texto indicando que você ganhou algum prêmio ou dinheiro (ou está devendo algum valor) e, normalmente, um link acompanhante para você resolver a situação. O phishing também pode ser caracterizado como sites falsos que pedem dados de visitantes. A armadilha acontece quando você entra nesse link e insere os seus dados sensíveis — normalmente, há um site falso do banco/ecommerce para ludibriar a vítima —, como nome completo, telefone, CPF e números de contas bancárias.

Tom Burt ainda comentou que, dessa vez, os hackers da Rússia não estão se infiltrando entre políticos como aconteceu durante as eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos. Porém, alertou: “Isso não significa que não vamos ver algo assim, ainda resta muito tempo antes da eleição”.

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