Twitter faz parceria com AP e Reuters para combater fake news

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O Twitter anunciou uma parceria com as duas maiores agências provedoras de notícias do mundo, a Reuters e a Associated Press (AP). O objetivo, segundo a empresa, é combater de forma proativa a desinformação dentro da plataforma de microblogging.

Embora as equipes internas da empresa já trabalhem na moderação, buscando explicar e adicionar contexto aos conteúdos do Twitter, a chegada das novas agências de notícias ajudará a fornecer informações mais confiáveis. Com isso, a empresa espera estancar a disseminação crescente de informações enganosas em sua plataforma.

Em seu blog, o Twitter esclarece que a ideia da parceria é atuar proativamente no fornecimento de informações precisas e confiáveis no momento em que “os fatos estiverem em disputa”. “Em vez de esperar até que algo se torne viral, o Twitter contextualizará o discurso em desenvolvimento no ritmo ou em antecipação à conversa pública”, prometem os donos do passarinho azul.

Twitter promete atuar antes que as fake news viralizem

De acordo com o Twitter, as parcerias com a Reuters e a AP entrarão em cena “quando a equipe de curadoria do Twitter não tiver o conhecimento específico ou acesso a um volume alto o suficiente de reportagens confiáveis”. As duas agências de notícias internacionais também fornecerão feedback para a verificação de fatos fornecidos pelo programa Birdwatch, que funciona em projeto-piloto desde janeiro.

Vale ressaltar que a equipe de curadoria da empresa já adota medidas proativas em relação a certos trending topics suspeitos e tuítes enganosos, adicionando um conteúdo explicativo aos mesmos. Os curadores também dedicarão uma atenção especial nas pesquisas realizadas durante grandes eventos, como eleições ou emergências de saúde pública.

Nesse aspecto, o governo de Joe Biden declarou, na semana passada, uma verdadeira guerra contra as redes sociais, pela que chamou de "hesitação vacinal aumentada pelas fake news". O problema da desinformação e das campanhas antivacina têm sido responsáveis pelo aumento de infecções por covid-19 nos EUA.