Reino Unido volta atrás e proíbe Huawei de fornecer 5G

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O Reino Unido recuou da decisão inicial e decidiu proibir as operadoras da região a fecharem contratos com a fabricante chinesa Huawei para o fornecimento de infraestrutura do 5G.

A medida envolve dois prazos: as empresas de telecomunicação locais não poderão mais comprar novos equipamentos da Huawei a partir de 31 de dezembro deste ano. Já as operadoras que possuem infraestrutura já adquirida ou instalada terão que remover os kits do 5G de suas redes até 2027. A medida vale ainda para a ZTE, que também está envolvida em acusações similares.

O anúncio foi realizado por Oliver Dowden, parlamentar que atua como secretário do Estado para assuntos de mídia. Ele ainda afirmou que a medida pode atrasar o desenvolvimento do 5G no Reino Unido em mais um ano e elevar os gastos públicos, mas o objetivo agora é priorizar a segurança.

Substituição

No início deste ano, o Reino Unido chegou a liberar a participação da Huawei no 5G da região de forma parcial — com limitações na fatia de mercado e sem poder idar com instalações militares, por exemplo. Entretanto, meses depois, o contrato começou a ser questionado e surgiram indícios de que a decisão poderia mudar.

O principal fator na proibição da fabricante é a guerra atualmente travada pelos Estados Unidos contra a marca. Em maio deste ano, o país aumentou as sanções comerciais contra a chinesa, limitando até mesmo a possibilidade de fornecimento e produção de semicondutores e considerando ela uma ameaça à segurança. A empresa é acusada, entre outros motivos, por espionagem a mando do governo, enviando dados ao país de origem a partir das redes de telecomunicação.

O que o Reino Unido entende é que, além da pressão política, não poder confiar na capacidade da empresa para manter a rede de forma confiável é preocupante e poderia prejudicar o andamento da tecnologia. A medida não altera o mercado de dispositivos móveis da Huawei, que continua comercializando celulares e outros produtos normalmente para o consumidor britânico, além de internet banda larga e dados móveis até o 4G.

E o Brasil?

Vale lembrar que o Brasil ainda não decidiu sobre a participação da Huawei no 5G nacional — há quem discorde da presença da chinesa entre as concorrentes e o governo norte-americano não quer a presença da marca por aqui, mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, deseja que a concorrência ocorra com todas as interessadas. O leilão das frequências, assim como a confirmação das responsáveis pela infraestrutura, foi adiado para 2021.

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