Reino Unido revisa contratos do 5G e pode deixar Huawei de fora

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O Reino Unido vai reavaliar os contratos de 5G na região e pode excluir em definitivo a participação da Huawei no setor. A informação veio da central britânica de cibersegurança, segundo a BBC.

O motivo da revisão é um aumento nas sanções impostas pelos Estados Unidos, que fez a companhia perder até mesmo o fornecimento de semicondutores da TSMC. O motivo divulgado sugere que esses problemas logísticos e de parceria podem prejudicar a fabricação de componentes de telecomunicações — e a velocidade prometida pode não ser atingida, tornando concorrentes como Nokia e Ericsson alternativas mais viáveis.

O anúncio foi realizado no último domingo (24), mas o processo de avaliação não tem data para terminar. Em resposta, o vice-presidente da Huawei, Victor Zhang, disse que vai colaborar e que a prioridade da companhia é "continuar a entrega de um serviço confiável e seguro de 5G" na região.

Longa novela

Entretanto, há quem acredite que essa revisão é uma forma de a região aceitar a pressão dos EUA para que seus aliados não negociem de forma alguma com a fabricante chinesa, em disputa com o país desde maio de 2019.

Anteriormente, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, defendeu a presença da fabricante e chegou até a discutir por causa disso com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Usuários que discordavam do político chegaram até a se desfazer dos smartphones em protesto contra a presença da companhia.

No Reino Unido, a Huawei teve a atuação aprovada com ressalvas: ela pode participar no máximo de 35% do mercado e está proibida de fornecer equipamentos para instalações nucleares e bases militares, além de áreas relacionadas à segurança nacional. O motivo é a preocupação com eventuais vulnerabilidades no sistema da empresa e o uso das redes para espionagem governamental a mando da China.

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