Paulo Guedes quer Huawei, Ericsson e Nokia lutando pelo 5G no Brasil

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, quer uma concorrência aberta entre as empresas interessadas no fornecimento da infraestrutura do 5G no Brasil. O posicionamento foi informado durante uma entrevista ao canal CNN Brasil.

Para Guedes, o cenário ideal da disputa pela nova geração de conectividade móvel no país é buscar um "salto quantitativo e qualitativo em tecnologia", o que significaria "deixar a competição funcionar".

Na prática, a ideia do ministro é permitir que todas as empresas interessadas apresentem propostas para uma análise posterior por parte do governo e "ver quem nos serve melhor". Isso significaria envolver a sueca Ericsson, a finlandesa Nokia e a chinesa Huawei em confronto direto e sob condições iguais.

Problemas políticos

A fala de Guedes vai contra o posicionamento de alguns setores do governo, que defendem a exclusão da Huawei da lista do leilão de frequências. A fabricante chinesa sofre sanções dos Estados Unidos, que acusam a marca de espionagem a mando do Partido Comunista Chinês a partir de equipamentos de infraestrutura, o que incluiria as antenas transmissoras de sinal 5G.

Entretanto, Guedes alega que essas questões geopolíticas criaram uma "nuvem de suspeita" e transformaram para pior um problema que deveria ser apenas econômico. Ele defende que o Brasil receba o maior número de investimentos de todas as fontes interessadas possíveis.

O páreo

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, confirmou que o leilão de frequências acontecerá apenas em 2021 e que o presidente da República, Jair Bolsonaro, terá a palavra final sobre uma eventual proibição. Por outro lado, a Huawei afirmou que a implementação da tecnologia no país pode ser até cinco vezes mais cara com as concorrentes. Recentemente, a operadora Claro iniciou os serviços de uma internet 5G que opera de forma limitada às promessas da nova geração, ligadas às frequências já em uso.

Além das marcas já citadas, outras eventuais concorrentes globais incluem a também chinesa ZTE, que está em situação política ainda mais complicada do que a Huawei, e a norte-americana Cisco, que tem apenas 8% das vendas totais de infraestrutura do 5G como fornecedora em 2019. Entretanto, ela recentemente fechou uma parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, o que pode indicar um fortalecimento da marca na disputa.

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