FCC considera Huawei e ZTE como ameaças à segurança dos EUA

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A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) anunciou que as empresas HuaweiZTE agora são classificadas como ameaças à segurança dos Estados Unidos. A decisão chega após o governo estadunidense entrar em conflito comercial com as empresas desde 2018.

Em um comunicado lançado ontem (31), a instituição disse que tomou a decisão com base em uma "grande quantidade de evidências" apontando apontando possíveis ameaças à segurança dos EUA. Segundo a FCC, as duas empresas possuem vínculos com o Partido Comunista Chinês e as organizações militares do país.

De acordo com Ajit Pai, chairman da comissão, a decisão foi tomada após o órgão consultar diversas fontes de informação do governo. "A FCC  levou em consideração as contribuições do Congresso, Poder Executivo, Inteligência, aliados e provedores de serviços de comunicação."

Consequências para as empresas

A decisão tomada pela FCC proíbe empresas de telecomunicações dos Estados Unidos de utilizarem um fundo governamental de US$ 8,3 bilhões para adquirir equipamentos ou serviços da ZTE ou Huawei. Com isso, as operadoras do país não poderão usar infraestrutura chinesa para a construção de redes 5G.

O comunicado da FCC reforça as medidas comerciais em vigor contra as duas empresas chinesas, mas também servem como um aviso, de acordo com Ajit Pai. "Com esta decisão, estamos enviando uma mensagem clara: o governo dos EUA, e a FFC em particular, não pode e não permitirá que o Partido Comunista Chinês explore vulnerabilidades nas redes de comunicações dos EUA e comprometa nossa infraestrutura crítica de comunicações."

Ajit Pai, chairman da FCCAjit Pai, chairman da FCCFonte:  Getty Images/Ars Technica 

A Huawei e a ZTE não comentaram sobre a decisão da FCC. Porém, anteriormente, ambas as empresas negaram que sua infraestrutura de rede seja utilizada pelo governo chinês para espionagem.

Há pelo menos dois anos, as empresas chinesas estão na mira da Casa Branca. A ZTE foi banida dos Estados Unidos em 2018 e quase fechou as portas na época. Após uma cooperação entre o governo estadunidense e a China, a firma concordou em pagar uma multa bilionária para voltar a fazer negócios no país.

No caso da Huawei, a situação é ainda mais complicada: a empresa já foi colocada na lista de desafetos dos Estados Unidos e teve uma executiva de alto escalão presa a mando da Casa Branca. Atualmente, a empresa está proibida de negociar com fabricantes estadunidenses e seus smartphones estão sendo lançados sem os serviços da Google, o que incentivou a gigante chinesa a investir em sistemas próprios.

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