Nos Estados Unidos, o acesso à licença parental remunerada, seja para mãe ou para o pai, ainda é uma realidade à qual poucos trabalhadores têm acesso. Pensando neste problema, a Microsoft anunciou que vai exigir que as empresas fornecedoras de produtos para a companhia garantam licença parental remunerada para todos os funcionários.

De acordo com o comunicado publicado no blog da Microsoft, as fornecedoras que empreguem a partir de 50 funcionários deverão oferecer um mínimo de 12 semanas de licença parental remunerada. O benefício é aplicável para empregados homens e mulheres, tanto para casos de filhos naturais quanto de adoções. O valor da licença pode chegar até U$ 1000 (R$ 4150) por semana. A ideia é que as empresas de adaptem à nova regra nos próximos 12 meses.

A Microsoft ressalta que as regras valem para todas suas fornecedoras nos Estados Unidos e que não visa substituir leis estabelecidas pelos estados que sejam mais generosas. Além disso, reconhece que haverá impactos nos serviços durante o período de adaptação, até mesmo nos custos, mas acompanhará o processo para minimizar possíveis problemas.

A iniciativa da Microsoft se antecipa à lei aprovada no estado de Washington que assegura o direito à licença parental remunerada. Todavia, a legislação passará a valer em 2020 e será restrita ao estado. “Então, nós tomamos a decisão de aplicar a exigência de licença parental aprovada em Washington de forma mais ampla”, diz a postagem. 

Um dos argumentos para defender a licença parental remunerada é que ela tende a aumentar a renda das famílias, pois as mulheres têm mais facilidade de voltar ao mercado de trabalho no ano seguinte, inclusive com aumento de produtividade. Os benefícios também aparecem para os homens, que, ao terem acesso à licença remunerada, passam mais tempo com os filhos.