Se você costuma ler os manuais de instruções dos eletrônicos que adquire, provavelmente já se deparou com a seguinte mensagem: "Para evitar danos ao produto, nunca o deixe em contato direto com a luz solar”, entre outros avisos.

Seguir tais instruções vai de acordo com a vontade do usuário, mas elas podem valer muito a pena. Descaso e falta de informação podem levá-lo a cometer alguns erros cruciais para o funcionamento do produto, que só pode ser consertado com a substituição do item avariado.

Uma dessas tecnologias que necessita de cuidados especiais é o LCD, a tela de cristal líquido. Além de ser uma das pioneiras em alta resolução, baixa largura da tela e consumo mínimo de energia, ela é uma das mais utilizadas na composição de televisores e outros aparelhos atualmente.

Um dos problemas que podem surgir com certa raridade, ou seja, após uma exposição muito intensa dessas telas, é justamente algo que nos traz muitos benefícios: a luz solar.

Reflexos e excessos

Colocar sua TV LCD de frente para o sol pode ser desconsiderado por muitas pessoas de maneira óbvia, pois os reflexos gerados pela iluminação podem comprometer a visualização. Sob forte luz, a tela fica escura, privando o dono do aparelho de desfrutar da alta resolução que a tecnologia fornece.

Alguns displays atuais possuem até um sistema de reflexão bastate avançado, que auxilia na resolução mesmo ao ar livre e até na chuva. Mas o próprio usuário pode providenciar a solução ao mudar o ângulo da TV ou adquirindo vidros especiais, que funcionam como filtros para os raios ultravioletas e reduzem os danos de exposição e reflexão.

Outro problema é o superaquecimento da parte externa do televisor, que tende a absorver bastante luz solar (e, consequemente, calor) por ser fosca e de superfície rugosa. Desse modo, após uma exposição intensa, seções menos refrigeradas do aparelho podem sofrer problemas mais graves. O problema também é facilmente resolvido, mas o dano causado às partes internas de uma televisão pode ser irreparável e consertado apenas com a substituição das peças danificadas.

Escudos protetores

Da mesma forma que a exposição elevada aos raios ultravioleta pode causar de queimaduras a doenças graves no ser humano, o LCD também recebe danos em diferentes intensidades.

Em sua composição, essa tecnologia conta com uma camada externa, responsável pela projeção das cores e proteção dos componentes internos do aparelho. Com uma exposição forte e constante à luz solar, essa fina película pode sofrer deformações ou diminuição em sua capacidade de reproduzir perfeitamente a imagem. Componentes internos, como os tais cristais líquidos, também podem ser danificados com o tempo.

Desse modo, o contraste, o brilho e a qualidade das cores que fazem do LCD um diferencial vão se perdendo com o tempo. Até manchas podem aparecer em sua tela, se a exposição for muito intensa.

Todo cuidado é muito

Para quem não conta com uma TV LCD, mas utiliza a tecnologia em outros produtos, uma boa notícia: os problemas são bem mais raros em equipamentos menores como notebooks, por exemplo. O motivo é bastante simples: a mobilidade. Você pode tirá-los facilmente da direção do sol, evitando danos.

Enquanto você pode utilizar uma câmera fotográfica cada dia em um local, por exemplo, a televisão normalmente permanece durante um longo período em uma mesma posição, fazendo com o que o problema se acumule com o tempo.

Mas não fique tão preocupado caso seu aparelho esteja em um ambiente levemente iluminado, como uma sala com cortinas ou em uma prateleira em que a luz solar não incide diretamente, por exemplo. Esses danos são comuns após exposição intensa, longa e direta – e um pouco de cuidado com a localização e o uso deixa seus equipamentos LCD seguros nesses casos.

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