Por mais que a velocidade de conexão de nossa internet móvel tenha aumentado consideravelmente nos últimos anos, precisamos admitir que navegar pelo celular costuma ser uma experiência bem mais lenta do que no PC. E de fato, acessar páginas através de seu smartphone é muito mais demorado do que o necessário. E tudo isso por culpa de um único fator: as imagens.

Uma afirmação como essas pode parecer estranha, para alguns, mas nós explicamos. Em números, uma página de internet atual tem, em média, 1,7 MB; sendo que, dentro desse valor, aproximadamente 1 MB é composto de imagens. Mas isso também não é exatamente surpreendente (afinal, todos preferem um site que usa imagens grandes e de alta resolução a um que vai pelo caminho contrário).

O problema é que trazer uma foto com definição absurda não adianta em nada quando se está usando um celular. Isso porque uma imagem de alta qualidade não faz muita diferença a uma versão de menor qualidade em uma tela pequena – e você ainda precisa gastar sua franquia baixando um arquivo não só maior do que o necessário, mas que também leva mais tempo para ser carregado.

Por uma internet móvel mais rápida

Em resposta a isso, o desenvolvedor Mat Marquis trouxe uma ideia simples, mas extremamente eficiente, que promete otimizar o carregamento das páginas. De acordo com o site Ars Technica, a proposta é adicionar um novo padrão HTML, chamado <picture>.

Este, quando adicionado na codificação de uma página, carrega as imagens do site automaticamente, com o nível de qualidade correspondente à plataforma em que sendo usado funcionando. Assim, se você estiver tentando carregar uma série de fotos pelo 3G, o sistema vai saber que é melhor trazer uma versão de menos resolução do arquivo – e, como a tela é menor, muitos nem vão notar a diferença.

Tudo isso parece uma ótima ideia, não? Bem, só há um pequeno problema aqui: assim como ocorre com todas as mudanças de padrão da web, a proposta só vai funcionar se todos começarem a adotar a novidade. Felizmente, parece que a alteração já tem tudo para dar certo – tanto o Google Chrome quanto o Firefox, por exemplo, aceitaram adotar a novidade até o fim de 2014. Falta agora esperar para ver o que todo o resto vai fazer quanto a isso.

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