De alguns anos para cá, a utilização da internet vem sendo cada vez menos harmoniosa. Com uma frequência que chega a assustar, opiniões discordantes deixam de expressar debates, tornando-se verdadeiras guerras verbais. E é bem fácil perceber que o nível da agressão aumenta quando os argumentos passam a ser escassos. A expressão “perder a razão” explica-se sozinha.

(Fonte da imagem: iStock)

Isso não é uma exclusividade do mundo virtual, mas passa a ser mais presente em toda a rede, justamente porque a internet passa a ocupar cada vez mais espaço na vida das pessoas. Além disso, a possibilidade do anonimato e a sensação de proteção oferecida pela tela do computador funcionam como uma “dose de coragem” para que as mensagens ofensivas sejam enviadas.

Mas será que é possível discordar de alguém sem ser agressivo? E mais, será que essas atitudes estão realmente transformando a internet em uma praça de guerra ou trata-se apenas de uma fase passageira, que não deve tardar a ser eliminada por completo da sociedade virtual?

“A minha opinião vale mais que a sua”

A frase que acabamos de escrever já foi dita por praticamente todas as pessoas e não é totalmente errada. Se você acredita em alguma ideia ou opinião, é claro que — para você — isso terá mais valor do que algo que contradiga o que você pensa. E realmente não existe nada de errado nisso, afinal de contas as pessoas são livres para pensar o que quiserem."Gravata é errado! Ser vermelho é que é legal!" (Fonte da imagem: iStock)

O problema está na forma como as ideologias são expressas na internet. São raros os momentos em que uma pessoa simplesmente responde algo parecido com “Discordo, mas respeito sua opinião” para a outra. Geralmente, isso é acompanhado de palavrões, ofensas pessoais e vários outros artifícios pouco argumentativos, que só causam perdas para todos os lados envolvidos.

Infelizmente, a “disputa de poderes” acontece com muito mais frequência do que imaginamos. Basta acompanhar os comentários de algum blog ou site para que percebamos que são muito comuns as agressões. Basta o primeiro comentário defendendo alguma posição para que respostas pouco educadas sejam colocadas no ar.

O anonimato é o culpado?

Como dissemos no início deste texto, muitos usuários da internet se aproveitam da “proteção” oferecida pelos computadores. Longe de qualquer possibilidade de represálias físicas e podendo se esconder de respostas verbais — por meio de bloqueios ou mesmo ignorando qualquer réplica —, fica mais fácil escrever o que não seria dito oralmente.

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Além disso, poder negar ou falsificar uma identidade também torna as relações menos próximas. Muitos sites e blogs tiveram reduções significativas de comentários ofensivos — e também dotados de conteúdo ilegal — quando passaram a integrar o Facebook para isso. Não há dúvidas de que existe uma influência.

Existe alguma solução?

É muito fácil apontar problemas, mas encontrar soluções quase nunca é uma tarefa tão simples. Quais seriam as melhores maneiras de fazer com que a internet se torne um ambiente mais harmonioso — ou menos parecido com uma praça de guerra — para todos? A resposta poderia vir com punições, mas há algo muito mais sábio que pode ser feito.

"Tá tudo bem agora!" (Fonte da imagem: iStock)

Em vez de banimentos e punições, a conscientização dos internautas seria algo perfeito. Não é difícil entender que as brigas por preferências pessoais raramente levam a algum lugar, justamente pelo fato de que os argumentos utilizados muitas vezes são ofensivos e sem embasamento — note que não estamos falando de disputas ideológicas neste momento.

E quando encontrar alguém que está claramente procurando briga, agir com calma e evitar o embate com pessoas sem argumentos também é uma boa ideia. É algo que vai ao encontro da expressão “Não alimente os trolls”. Se a pessoa está apenas querendo discutir sem razão aparente, não responder a ela fará com que a semente da discórdia não brote.

Tecmundo, eu quero muito discutir! O que faço?

Se você realmente quer discutir, nós não vamos dizer que isso é errado. Na verdade, vamos até mesmo dizer que isso é certo, mas também temos um conselho. Estude os dois lados das  histórias que você pretende atacar ou defender e, depois disso, escolha um dos lados. Com base e argumentos, certamente a sua discussão será muito mais sadia e proveitosa.

Dessa maneira, além de mostrar-se muito mais preparado para uma conversa, você ainda terá muito mais chances de convencer as outras pessoas de que a sua opinião sobre aquele ponto que está sendo debatido é a correta. Parece uma boa ideia, não é mesmo?

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