A Google recentemente anunciou que vai banir de uma vez por todas a exibição de anúncios de empréstimos com condições que considera abusivas e de produtos relacionados a esse tipo de atividade. Segundo a Gigante das Buscas, as práticas costumam vir acompanhadas de termos de pagamento que as tornam proibitivas na maioria dos casos, levando ao endividamento cada vez maior dos consumidores.

O tipo de empréstimo que passa a ser globalmente proibido nos anúncios da Google é o dos chamados “payday loans”, créditos que geralmente são limitados a valores relativamente pequenos e têm o pagamento marcado para o dia do recebimento do próximo salário da pessoa. Para estabelecer sua nova política, a empresa de Mountain View trabalhou junto ao Center on Privacy & Technology da faculdade Georgetown Law.

Com a nova medida, a Google deixará de exibir anúncios de empréstimos com pagamento em menos de 60 dias

“Os credores de ‘dia do contracheque’ lucram a partir da fraqueza das pessoas – especialmente da população mais pobre e afrodescendentes. Todas as vezes que alguém clica nesses anúncios, os motores de busca também estão lucrando”, afirmou a instituição de ensino de direito em uma declaração. Com a medida, a Google garante que não está ganhando direito com os problemas de seus usuários e aumenta a confiabilidade de suas demais propagandas.

Análise constante

Os anúncios de “payday loans” serão banidos das buscas da Google no mundo todo a partir do dia 13 de junho, incluindo quaisquer empréstimos cuja data de cobrança seja dentro de 60 dias. Nos Estados Unidos, a empresa também está proibindo propagandas de crédito com taxa anual de juros de 36% ou mais. Outros tipos de financiamento continuarão permitidos, como os voltados para compra de carros, casas e cursos universitários.

Menos pessoas serão expostas a produtos enganadores ou nocivos

“Vamos continuar a analisar a eficácia dessa medida, mas nossas esperanças são de que menos pessoas serão expostas a produtos enganadores ou nocivos”, afirma David Graff, diretor da Google para políticas sobre produtos. Hoje, a empresa já proíbe alguns itens de aparecerem nos seus anúncios, mas até agora a lista tinha critérios mais simples e bania drogas ilegais, objetos falsificados e explosivos – além de conteúdos que incitem ódio de qualquer tipo.

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