(Fonte da imagem: BBC/GettyImages)

A BBC possui como prática comum fazer uma coletânea com a visão de diversas pessoas influentes no mundo da tecnologia sobre o que elas esperam ver no novo ano. Em 2012 não foi diferente.

Embora nenhum deles possua uma bola de cristal (ou pelo menos uma que funcione) e mesmo sabendo que quem segue o calendário maia não está mais preocupado com novidades a longo prazo, as informações aqui contidas parecem ser uma forma bem realista de encararmos o que está por vir no mundo dos negócios tecnológicos.

Tom Standage – Editor Digital, The Economist

Para Tom, o futuro empresarial se resume a um item: redes sociais. Como hoje estamos todos adaptados a esse tipo de interação, nada mais promissor do que transformar os softwares empresariais em portais parecidos com interfaces como vemos no Facebook. Isso ajudaria o trabalhador a “se sentir em casa”.

Tom Standage (Fonte da imagem: BBC/GettyImages)

Ao falar de tablets, outra mudança que pode ocorrer é que o Google acabe perdendo espaço com o Android. Isso porque a Amazon está chegando com força ao mercado, principalmente devido à possibilidade de subsídio que a empresa possui, vendendo o Kindle a preços extremamente baixos. Do outro lado, a Apple vai continuar o domínio com seus aparelhos de alta performance (e preço).

Por fim, no mundo dos celulares, é possível que a RIM não seja mais da maneira que a conhecemos. O mais provável é que a empresa se divida entre hardware e software e passe a comercializar o Blackberry como um aplicativo. Também há a esperança da tecnologia NFC (Near Field Communication) entrar pra valer no mercado.

Steven Prentice – VP e analista, Gartner

O uso de dados móveis e de pessoas utilizando seus próprios sistemas está fazendo com que os departamentos de TI passem a tratar software como um serviço e não mais um produto. Dessa forma, os líderes de TI deverão ser proativos para adaptar suas decisões. O número de acessos através de aparelhos móveis está se transformando na forma dominante de navegação.

Quanto à “bolha social”, Prentice acredita que ela está em vias de estourar. Isso não significa que esse modelo irá embora, mas sim que deverá tornar-se muito mais realista, com valores de acordo com o padrão.

Nathaniel Borenstein, autor e cientista chefe, Mimecast

Nathaniel aposta em três pontos diferentes para 2012. Em um primeiro momento, ele espera que a computação em nuvens passe de um estágio baseado somente em performance para se tornar algo mais atraente ao usuário. Para ele, a concorrência será ganha por aquele que conseguir focar completamente no que o consumidor precisa.

Ele também acredita que uma interface que una email com redes sociais pode se tornar muito interessante. Ao contrário do que muitos pregam, o email não está fadado a ser substituído pelas redes sociais, mas sim a andar junto com ela, tomando o que há de melhor em cada uma das duas interfaces.

Rashik Parmar, presidente da Academia de Tecnologia da IBM

Parmar sai um pouco da linha geral de pensamento dos outros entrevistados ao citar a energia como um ponto que será renovado em 2012. Para ele, os combustíveis fósseis perderão ainda mais espaço no mercado, com novas descobertas de fontes mais baratas e menos poluentes.

Parmar (Fonte da imagem: BBC/GettyImages)

Outra previsão surpreendente fica por conta da leitura de mentes. Sensores com tal capacidade continuarão a evoluir e uma interface entre a pessoa e o computador que utilize esta tecnologia para se comunicar poderá se tornar algo muito mais realista.

Confira na página da BBC outras previsões para o mundo dos negócios eletrônicos em 2012 (em inglês).