Se oficialmente a Xiaomi ainda não saiu do Brasil, de fato, a empresa atua apenas de forma protocolar por aqui. Contudo, ela continua vendendo bastante em outros países e é possível dizer até mesmo que venderia mais caso tivesse mais produtos em estoque. Mas por que os estoques da fabricante chinesa são sempre bem limitados e acabam deixando muitos interessados na mão?

Em entrevista ao India Today, o presidente da empresa Lei Jun explicou. De acordo com ele, a grande razão para isso é o modelo de negócios adotado pela companhia chinesa. Como a margem de lucro é muito baixa, os produtos são fabricados sempre em número limitado a fim de justamente evitar grandes estoques parados em caso de vendas abaixo do esperado.

“Todos nos perguntam por que não temos um estoque maior desde o começo. Mas, então, e se não conseguimos vender tudo? Vamos à falência”, afirmou o executivo. “Como temos uma margem de lucro pequena, ela não cobriria o custo exta no caso de não vendermos [todo o estoque]. Nós podemos lidar com 10% a 12% de estoque parado, mas não mais do que isso.”

Redmi Note 5 ProRedmi Note 5 Pro está fora de estoque na Índia.

Além disso, Jun explicou de forma específica a questão do Redmi Note 5 Pro, cujos estoques na Índia já se esgotaram e a reposição — ou seja, os novos eventos de compra e venda — não aconteceu tão cedo quanto esperado pelo público. A questão, aqui, envolve a disponibilidade limitada do módulo de câmera, informou o presidente.

Enfim, uma junção de fatores acaba aumentando ainda mais a espera pela oportunidade de comprar alguns produtos da Xiaomi, mas o “problema” está, essencialmente, na forma como a empresa escolheu para se relacionar com o público. Vender produtos a um preço baixo, com margem de lucro girando entre 1% a 2%, tem os seus problemas, mas não parece afetar o sucesso da chinesa, a quinta maior fabricante de celulares do mundo em 2017.

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