Astronomia 2021: confira o calendário dos principais eventos

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Para quem curte astronomia, preparamos um calendário com os principais eventos que acontecerão este ano – alguns deles não poderão ser vistos da Terra e sim, acompanhados por canais das agências espaciais, como a americana NASA e a japonesa JAXA. Confira:

Eventos astronômicos em 2021

Janeiro

Dias 2-3. Nesta madrugada ocorre a aparição das Quadrântidas, uma chuva de meteoros que ocorre entre os dias 1° e 5 de janeiro. É o espetáculo mais curto e o mais intenso do calendário astronômico anual: dura apenas seis horas, com até 40 estrelas cadentes por hora. Sua origem é o asteroide EH1 2003. Ela parece irradiar da região entre as constelações da Ursa Maior e a do Boieiro.

Fevereiro

Dia 9. O orbitador Hope, da Agência Espacial dos Emirados Árabes Unidos, deve finalmente chegar a Marte.

Dia 11. Esse é o primeiro dia da janela de tempo (11 a 24 deste mês) para a chegada da missão chinesa Tianwen-1 a Marte: um orbitador, um módulo de pouso e um rover – os dois últimos devem tocar solo marciano em abril.

Dia 18. O rover Perseverance, da missão Mars, da NASA, deve pousar em Marte, levando a bordo o helicóptero Ingenuity (o rover foi equipado com uma série de câmeras para gravar a descida).

Março

Sem data. Completada sua missão em Bennu, a sonda OSIRIS-REx da NASA, deve começar a viagem de dois anos de volta à Terra, trazendo amostras da superfície do asteroide.

Abril

Dias 22-23. A chuva de meteoros Líridas têm presença constante nos três dias em que surge no céu. Parece se originar na Constelação da Lira (na verdade, é feita de pedaços do cometa Thatcher).

Dias 26-27. Nesta madrugada acontece a primeira das três superluas do ano: nosso satélite estará mais perto da Terra e, por isso, parecerá um pouco maior (até 14%) e mais brilhante (30%) do que o normal.

Maio

Dias 6-7. O show noturno da vez é a chuva de meteoros Eta Aquáridas, com até 60 meteoros por hora. Ela é formada pelos restos do cometa Halley, e, para nossa sorte, o hemisfério sul é o melhor lugar para apreciá-la.

Dia 26. O eclipse lunar total que vai acontecer nesta noite terá um adicional: a Terra vai projetar sua sombra numa Superlua (quando o satélite parece maior e mais brilhante), produzindo uma Lua de Sangue (vermelho ferrugem). O eclipse será visível em todo o Oceano Pacífico e em partes da Ásia, do Japão, da Austrália e das três Américas.

Junho

Dia 10. Eclipse anelar do Sol, que acontece quando a Lua está muito longe da Terra para cobrir completamente a estrela, deixando à mostra um anel de luz. Para ver o fenômeno será preciso estar no extremo leste da Rússia, no Oceano Ártico, no oeste da Groenlândia ou no Canadá (quem estiver no nordeste dos EUA, na Europa e ainda na maior parte da Rússia verá um eclipse parcial).

.  Wikimedia Commons/Reprodução 

Dia 24. A última das três Superluas do ano subirá ao céu.

Julho

Dias 28-29. A chuva de meteoros da vez é a Delta Aquáridas, riscando o céu noturno em média 20 vezes por hora. Os meteoros, restos dos cometas Marsden e Kracht, caem por aqui entre os dias 12 de julho a 23 de agosto, parecendo vir da constelação de Aquário.

Agosto

Dias 12-13. Chegam aos céus terrestres das Perseidas, a mais popular das chuvas de meteoros, lançando à Terra até 60 bólidos brilhantes a cada hora, em seu pico. Os restos do cometa Swift-Tuttle chegam por aqui anualmente entre os dias 17 de julho e 24 de agosto, parecendo irradiar da constelação de Perseu.

Outubro

Dia 7. As Draconídeas pingam seus dez meteoros horários entre os dias 6 e 10 desse mês. Essa chuva de meteoros se originou do cometa 21P Giacobini-Zinner e não da constelação do Dragão, que dá nome a ela.

Dia 21-22. As Oriônidas, originadas do cometa Halley, produzem 20 meteoros por hora em seu pico (elas visitam a Terra entre 2 de outubro e 7 de novembro). Irradiam da constelação de Órion.

Novembro

Dias 4-5. Chuva de meteoros Táuridas. Apesar de durar bastante, produz entre cinco e dez meteoros por hora – restos do asteroide TG10 2004 e do cometa 2P Encke. Irradiam da constelação de Touro.

Dias 17-18. As Leônidas são uma chuva de meteoros com até 15 meteoros por hora – mas a cada 33 anos, ela despeja sobre a Terra centenas de meteoros a cada hora (a última vez foi em 2001). Produzida por detritos do cometa Tempel-Tuttle, parece irradiar da constelação de Leão.

.  iStockphoto/cinoby/Reprodução 

Dia 19. A noite será de eclipse lunar parcial, visível na maior parte do leste da Rússia, do Japão, do Oceano Pacífico, da América do Norte, do México, da América Central e em partes do oeste da América do Sul.

Dezembro

Dia 4. Um eclipse solar vai fazer a estrela desaparecer totalmente nos céus da Antártica e ao sul do Oceano Atlântico, e parcialmente em grande parte da África do Sul.

.  Wikimedia Commons/Luc Viatour/Reprodução 

Dias 13-14. A chuva de meteoros Gemínidas (irradiando da constelação de Gêmeos) é considerada a melhor de todas, com até 120 estrelas cadentes por hora em seu pico. Os destroços do asteroide 3200 Phaetho atingem a Terra entre os dias 7 e 17 de dezembro.

Dias 21-22. Perto do Natal chegam as Ursídeas, restos do cometa Tuttle que produzem uma pequena chuva de meteoros (cinco a dez por hora). Parecem irradiar da constelação da Ursa Menor e chegam à Terra entre os dias 17 e 25 de dezembro.