Você se lembra daquela história de que a Amazon estava construindo drones para fazer o serviço de entrega da loja online? Parecia mais uma brincadeira de 1º de abril fora de época, mas acontece que o projeto está mesmo em andamento e até ganhou vídeo de protótipo operando. Agora, o vice-presidente de políticas públicas globais da empresa, Paul Misener, contou mais detalhes sobre o ambicioso serviço Prime Air.

Para começar, temos detalhes sobre os drones em si: eles pesam cerca de 24 kg e são capazes de carregar pacotes com até 2,26 kg. Pode parecer pouco, mas o executivo contou que a "vasta maioria" dos produtos que saem na loja pesam menos que isso. Por enquanto, a Amazon não sabe qual será o preço adicional cobrado pela entrega, que promete enviar em meia hora o produto solicitado — sendo que o usuário precisa estar a no máximo 16 km de um centro de entregas.

Se você não estiver em casa, o pacote será deixado na porta ou no quintal, com ordens dadas previamente (igual a um serviço de entregas com humanos). E, se você morar em apartamento, pode ser que um modelo diferente de drone faça uma visita. Isso é algo que ainda preocupa a companhia.

As pedras no caminho

Além disso, há a questão de regulação: a Amazon (e outros usuários de drones) precisam convencer a lei de que o processo é seguro. E se alguém atirar neles com uma espingarda? "Eu acho que pessoas podem atirar em caminhões também. Queremos fazer as entregas e acreditamos que, algum dia, o Prime Air será tão normal voando quanto ver um caminhão de entrega pela rua", disse o executivo.

Misener confirmou ainda que os drones são "altamente automatizados" e treinados para desviar de obstáculos, bem diferentes daqueles comercializados. Porém, a questão do barulho produzido ainda é um problema a ser vencido pela equipe técnica.

"Posso garantir a você, é bem real. Juntamos um grupo na Amazon Prime Air que inclui engenheiros aeronáuticos, roboticistas, um ex-astronauta da NASA. Eles estão totalmente focados em fazer disso realidade e demonstrar que é seguro antes de começar as operações. Desafios estão lá, claro, mas uma vez que demonstremos que isso é seguro, levaremos ele aos regulares e, se tudo der certo, entregar rápido aos consumidores. Eu vi. Vai acontecer. Está chegando", concluiu.

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