Telegram: polícia fecha canais que vendiam cartões de vacina falsos

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A Guardia di Finanza (GdF), órgão policial italiano responsável pela repressão a crimes financeiros, anunciou na segunda-feira (29) a prisão de diversos administradores de canais do Telegram, suspeitos de vender certificados de vacinação falsos, também conhecidos na Comunidade Europeia como “Green Passes”. Esses documentos são emitidos para os cidadãos vacinados e também para aqueles com resultados negativos ou recém-recuperados da covid-19.

A investigação vem sendo conduzida desde julho, com a ajuda da empresa de cibersegurança Group-IB, com sede na Holanda, cujos analistas detectaram a existência de pelos menos 35 canais de Telegram vendendo livremente Green Passes falsos. De acordo com os investigadores, que ajudaram a polícia a descobrir a identidade dos principais suspeitos, os canais da rede social tinham cerca de 100 mil usuários.

Prometidos como "autênticos", os cartões eram supostamente obtidos com a ajuda de profissionais de saúde italianos e vendidos por € 100, cerca de R$ 637 cada. As prisões e buscas aconteceram nas cidades de Veneto, Ligúria, Apúlia e Sicília. Todos os suspeitos detidos admitiram a atividade ilegal

A verdade sobre a venda dos Green Passes falsos na Itália

Fonte: Group-IB/Divulgação.Fonte: Group-IB/Divulgação.Fonte:  Group-IB 

Embora o principal argumento de venda dos cartões fosse o de que eles eram autênticos porque o grupo teria cúmplices dentro do departamento de saúde, com acesso ao banco de dados nacional, a verdade é que toda a documentação, desde os QR Codes gerados até os cartões impressos, era completamente falsa.

Os interessados em obter um Green Pass eram convidados a criar um bate-papo secreto com o suposto vendedor. Este, por sua vez, solicitava que o cliente fornecesse suas informações pessoais, indispensáveis para a emissão do QR Code ou do cartão físico, como nome e sobrenome, data de nascimento, cidade de residência e identificador do código fiscal. Alguns vendedores pediam até mesmo fotos do cartão de saúde, identificação e endereço residencial.

Além de continuar exposto ao vírus, o comprador nada recebia e tinha seus dados pessoais revendidos para hackers.