Casa Branca quer punir redes sociais por posts de fake news

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Em entrevista transmitida pela emissora MSNBC, dos EUA, na terça-feira (20), a diretora de comunicação da Casa Branca, Kate Bedingfield, transmitiu informações preocupantes para as gigantes da mídia social naquele país. Segundo a diretora, o presidente Joe Biden pretende revisar a proteção legal que isenta os provedores de serviços interativos de corresponsabilidade em fake news.

Ao ser questionada se essas empresas poderiam ser responsabilizadas pela publicação de informações falsas, Bedingfield foi enfática: “certamente elas devem ser responsabilizadas. E acho que você ouviu o presidente falar enfaticamente sobre isso”.

Os comentários da diretora de comunicação da Casa Branca refletem a grande preocupação atual da administração Biden sobre o papel das empresas de mídia social americanas na campanha de vacinação. O que se discute é se essas redes sociais, especificamente o Facebook, estariam prejudicando os usuários ao exibir informações incorretas sobre a covid-19.

A eliminação da Seção 230

CEOs do Facebook, Twitter e Google em audiência no senado dos Estados Unidos (Fonte: Getty Imagens/Reprodução)CEOs do Facebook, Twitter e Google em audiência no senado dos Estados Unidos (Fonte: Getty Imagens/Reprodução)Fonte:  Getty Images 

Na entrevista, Brzezinski lembra que, quando candidato, Biden afirmou estar “aberto para se livrar da Seção 230”. Esse código de regras, que faz parte da Lei de Decência nas Comunicações, garante que hosts e provedores da internet não podem ser legalmente responsáveis pelas postagens de seus usuários.

Os comentários feitos no programa seguem uma polêmica entre a Casa Branca e o Facebook. Em uma declaração à imprensa na sexta-feira (16), Biden afirmou que “a única pandemia que temos é entre os não vacinados, ou seja, eles [Facebook] estão matando pessoas”.

A rede social rebateu em seguida o comentário, afirmando que a empresa “não se distrairá com acusações que não são apoiadas pelos fatos”. Biden reconheceu que não era o Facebook que estava matando pessoas, mas que ele esperava mais da empresa no combate “à desinformação ultrajante” sobre as vacinas.

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