Vacinados não se conectam por Bluetooth ou Wi-Fi, alerta especialista

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Imagem: Brett Jordan (Unsplash)
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Em tempos de pandemia, é preciso redobrar o cuidado com o que recebemos e escutamos na internet, já que as famosas fake news estão cada vez mais comuns. Depois da "idosa-Magneto", outro vídeo acusando as vacinas contra a covid-19 de darem "superpoderes" está circulando na internet.

Desta vez, um homem afirma que as pessoas vacinadas com a segunda dose são capazes de emitir sinal Wi-Fi e Bluetooth. Segundo ele, se a pessoa procurar dispositivos próximos, ela deve encontrar "códigos estranhos", indicando que os vacinados foram "marcados pelo governo".

Teoria é impossível

José Camargo Costa, doutor em microeletrônica pelo Instituto Nacional Politécnico de Grenoble, afirmou ao G1 que a afirmação é impossível. "Não tem como. Os aparelhos de rádio, celular, televisão, comunicação sem fio, tudo isso funciona com ondas de rádio. A gente não produz onda de rádio. Não existe um equipamento de telecomunicação sem fio que não tenha um rádio. Eu posso fazer comunicação com luz, como com o controle remoto da televisão, radiação eletromagnética, só que com uma frequência muito alta, mas é onda de rádio. A gente não produz onda de rádio no organismo humano. Ninguém vira uma estação de rádio tomando vacina", explica.

Vale ressaltar que as pessoas podem alterar o nome do Wi-Fi ou do Bluetooth em seus dispositivos. Assim, se você encontrar algum dispositivo com "códigos estranhos", pode ser apenas o nome que outra pessoa deu à sua rede.

A presidente da Sociedade Brasileira de Microeletrônica, Linnyer Beatrys Ruiz Aylon, também explicou que a teoria é impossível. "Não existe qualquer possibilidade de uma pessoa que tome uma vacina contra Covid de qualquer fabricante estabeleça conexões Bluetooth, Wi-Fi ou qualquer tecnologia. Isso é mentira. Não existem chips líquidos dissolvidos nas vacinas. Quando chegar a sua vez, vacine-se", disse.

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