Rede social Parler volta ao ar um mês após invasão e suspensão

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rede social Parler está novamente funcionando. A plataforma ficou cerca de um mês fora do ar entre controvérsias políticas, o fim do suporte que mantinha a página no ar e até uma invasão seguida de roubo de dados.

"Quando o Parler foi tirado do ar em janeiro por aqueles que desejam silenciar dezenas de milhões de norte-americanos, nossa equipe se juntou determinada a manter a nossa promessa à comunidade altamente engajada de que nós retornaríamos mais fortes do que nunca", afirmou o CEO interino do Parler, Mark Meckler, em comunicado oficial.

Usuários que já estavam registrados já podem voltar a postar, mas as publicações antigas não foram recuperadas, ao menos até o momento. Novos cadastros também já estão liberados. Segundo o site The Verge, a plataforma agora é cuidada pela Epik, uma empresa de domínios que já é responsável por outras plataformas e sites de alas conservadoras.

Relembre o caso

A rede social Parler foi popularizada a partir do segundo semestre de 2020, quando foi tida como uma alternativa "favorável à liberdade de expressão" e contra eventuais banimentos ou controle de conteúdo de plataformas como Twitter e Facebook. Entretanto, ela rapidamente tornou-se abrigo não apenas para políticos e eleitores identificados com a direita, mas também para grupos que foram removidos das outras plataformas por motivos claros de infração aos termos de serviço, como discurso de ódio, ofensas e ameaças.

No início de janeiro de 2021, a situação agravou-se após a invasão ao Capitólio organizada por grupos extremistas que não aceitavam a derrota de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos. O Parler virou um dos polos de organização dos protestos e abrigava perfis de vários dos responsáveis pelo incidente.

Como resposta à falta de moderação, a Amazon encerrou o suporte ao servidor da plataforma, o que fez ela sair do ar. A empresa tentou processar a ex-parceira, mas a ação judicial não evoluiu e ela permaneceu offline por mais algumas semanas. Além disso, o serviço foi hackeado e os responsáveis liberaram dados de usuários e até a localização das publicações. Além disso, App Store e Google Play Store baniram o aplicativo das lojas digitais por falta de moderação e propagação de discursos de ódio entre as postagens.

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