Amazon cessa suporte, e Parler sai do ar nesta segunda-feira (11)

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Imagem: OlivIer Douliery/AFP
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A recém-popularizada rede social Parler ficou offline nesta segunda-feira (11) após a suspensão do suporte do serviço de hospedagem da Amazon. A plataforma que promete um ambiente de “total liberdade de expressão” se tornou preferência da base radical do presidente Donald Trump e foi também divulgada como alternativa “sem censura” pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Indicado pelo site Down For Everyone Or Just Me, a rede social Parler amanheceu offline. A plataforma serviu de recinto para base extremista e supremacista do presidente Donald Trump, embora ele mesmo não seja usuário, e chamou a atenção da Amazon, que logo retirou o suporte para hospedagem do serviço por encontrar publicações populares que encorajavam a prática de violência.

a  Parler/Reprodução 

Tanto o serviço de hospedagem Amazon Web Services quanto as lojas da Apple e Google não oferecem mais suporte para hospedagem ou download do Parler. Pelo computador, o site estava acessível por mais algum tempo, mas logo saiu do ar após visitantes reclamarem da falta de responsividade da página.

Na busca por um novo host, negação

Complementando a justificativa pela suspensão do suporte, a Amazon comentou que observou “uma crescente onda de conteúdo violento no site”, onde todos eles violam os termos de uso do AWS. Além disso, a companhia não via que os administradores da rede social apresentavam um meio eficiente para frear o problema.

a  BBC/Reprodução 

O chefe-executivo do serviço John Matze falou que a companhia está buscando por outro serviço de hospedagem, mas nenhum outro provedor deseja fazer acordo com a companhia. “Estamos nos esforçando ao máximo para ficar online, mas estamos encontrando dificuldades já que todo vendedor que contatamos se nega a trabalhar conosco e, se a Apple ou Google não aprovam, eles também não vão”, ele afirmou.

Bolsonaro recomenda cadastro no Parler

No fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro incentivou que sua base eleitoral se cadastrasse no Parler para evitar uma possível atitude do Twitter. O presidente e seus filhos já têm conta na rede social desde o ano passado, mas ainda não haviam encorajado o cadastro na plataforma como alternativa às políticas do Twitter.

Em seu perfil do Twitter, Jair Bolsonaro destacou seu nome de usuário no Parler, reforçando o convite para uso da plataforma.

Além da família Bolsonaro, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo e o assessor internacional do Planalto Filipe Martins também divulgaram a rede social e convidaram seus seguidores do Twitter a seguirem-nos no Parler. Ambos ainda estão no Twitter, considerando a suspensão da rede social alternativa.

Considerando o estado crítico da reputação do Parler, não há previsão para o seu retorno à rede.

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