(Fonte da imagem: Reprodução/Folha de São Paulo)

Em uma declaração oficial, representantes do Facebook, Google e Microsoft negaram no Senado, nesta quinta-feira (15/08), terem dado qualquer acesso irrestrito ou de grande escala ao governo norte-americano.

Segundo a Folha de São Paulo, o Facebook, por exemplo, declarou que apenas 0,00002% das informações solicitadas à rede social foram requisitadas por qualquer autoridade norte-americana. “Não houve nenhum acesso em grande escala”, afirmou Bruno Magrani, o representante da empresa de Zuckerberg.

Já o Google fez uma declaração parecida, dizendo que jamais participou de qualquer programa e que ninguém pode tomar os dados da empresa, mesmo que outros países tenham afirmado o contrário. No entanto, parte do que o representante da empresa falou deixa espaço para muitas especulações: “Agimos apenas de acordo com a lei. [Por isso,] muitas vezes esses pedidos são negados. E, quando somos obrigados, [a informação] é entregue às autoridades.”.

Quanto à Microsoft, temos um caso curioso: a empresa entrou com um pedido para divulgar amplamente seus dados, mas ainda não recebeu a autorização. Mesmo assim, Ricardo Ferraço, o representante da empresa, tratou de dizer que a não companhia oferece acesso irrestrito aos seus dados a nenhuma autoridade, comentando também que a mídia levantou seus fatos baseada apenas em percepções e impressões.

A palavra de cada um

Se, por um lado, as declarações das empresas têm seu mérito, é difícil não vê-las com certo grau de incredulidade. Isso porque, de um lado, gigantes como a Google, o Facebook e a Microsoft possuem apenas a palavra de seus representantes sobre o assunto, sem apresentar dados ou fatos concretos.

Enquanto isso, o próprio governo norte-americano já admitiu várias vezes a existência de um sistema de monitoramento da internet – com direito às palavras do próprio Obama, que garantiu que o mecanismo só vigia outros países que não os EUA. Isso inclui relatórios da NSA e até mesmo declarações de que o órgão está fazendo alterações no sistema de acesso a dados do programa.

É claro, esses fatos podem apenas se tratar de uma grande invenção do governo. Mas por que motivos eles fariam algo que “mancharia” a imagem de três de suas maiores empresas de tecnologia? Mesmo para os menos paranoicos, não há como deixar de suspeitar.

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