Fonte da imagem: Jason McELweenie/Wikimedia Commons)

Ontem (07), o mundo todo se preocupou com a notícia do programa secreto norte-americano conhecido como PRISM e que obrigaria empresas como Google, Facebook e Apple a entregar dados confidenciais de seus usuários para o governo dos Estados Unidos. Depois da confirmação do presidente Obama, a polêmica ficou ainda maior e diversas empresas se apressaram em se pronunciar sobre o caso.

Isso foi o que aconteceu, por exemplo, com a Google, cujo CEO, Larry Page, declarou que a companhia não aderiu a “qualquer programa que poderia ceder para o governo dos EUA — ou para qualquer outro — acesso direto aos nossos serviços”. Ainda assim, a empresa admite que libera informações para o governo por meio de ações legais, quando solicitada.

Agora, chegou a vez do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, se pronunciar e, como já era esperado, o executivo negou ter conhecimento sobre o programa e disse que, até ontem, nunca havia ouvido falar do PRISM. E complementou:

“Nós nunca recebemos qualquer tipo de requisição ou ordem judicial de qualquer agência governamental exigindo informações ou metadados em massa, como foi reportado recentemente. E se tivéssemos recebido, lutaríamos agressivamente contra isso”.

Lista mostra empresas "participantes" do PRISM  (Fonte da imagem: Reprodução/The Washington Post)

O Facebook também confirmou que costuma receber pedidos desse tipo do governo, mas que isso é feito em casos específicos e sempre com o acompanhamento necessário para que esse tipo de procedimento seja feito dentro dos parâmetros da lei e dos processos corretos.

As empresas estão dizendo a verdade?

A imprensa internacional tem desconfiado do tom das declarações dadas pelas empresas desde ontem, já que todas são muito similares e, apesar de negarem o acesso direto aos servidores dos serviços, deixam em aberto outras possibilidades de ação do PRISM.

De acordo com a CNET, o diretor de divulgação de projetos open source da Hewlett-Packard, Mark Atwood, não acredita na resposta dada pelo Facebook. Segundo Atwood, normalmente esse tipo de acordo possui regras claras em relação ao sigilo das informações, ou seja, seria ilegal Zuckerberg admitir o envolvimento com o PRISM. “Ele precisa mentir, pois isso estabelecido judicialmente. Não se pode confiar nessa declaração”, complementou o diretor.

E então? De que lado você fica?

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