Jogadores que idolatram o computador como melhor plataforma de jogos — justificando a presença do DirectX 11 e da aplicação de alto nível de filtros — sempre sonham em ter uma máquina com diversas placas gráficas. Para atender a esses aficionados por visuais exuberantes, as fabricantes disponibilizam soluções que aliam o desempenho de muitas GPUs.

Das atuais fabricantes, a NVIDIA foi a primeira, introduzindo a tecnologia SLI (descendente da pioneira 3dfx) para conexão de duas ou mais placas de vídeo. Pouco tempo depois, a ATI respondeu com a técnica CrossFire, de funcionamento diferente, mas com eficiência semelhante.

(Fonte da imagem: Divulgação/NVIDIA/AMD)

Hoje, as duas soluções estão muito aperfeiçoadas, tanto a SLI da NVIDIA quanto a CrossFireX da AMD — que adquiriu a ATI e todas as tecnologias que a empresa desenvolveu. Os jogos evoluíram em proporções semelhantes, fato comprovado com títulos como Crysis 2, o qual exige duas placas para execução com as configurações máximas.

Pensando nesse poder absurdo, montamos este artigo para esclarecer em quais situações faz-se necessário o uso de múltiplas placas gráficas. Dividimos o artigo em alguns tópicos importantes a serem observados antes de optar por uma solução dessas. Além disso, separamos alguns resultados para você ter ideia de qual tecnologia é apropriada para seu PC.

Pense nos títulos que serão executados

Antes de sequer cogitar a aquisição de uma placa gráfica simples, você deve avaliar os games que pretende executar no computador. Simples verificações nos sites oficias já podem dar uma ideia básica de quais placas são recomendadas para executar os jogos em configurações básicas, médias e máximas.

Assim, se você observar que o jogo desejado roda muito bem com uma GPU razoável, pode desconsiderar a solução de múltiplas placas. Todavia, se o plano é investir em jogos que ainda serão lançados, adquirir um componente de alto desempenho, ou até dois para usar CrossFire ou SLI), é um excelente plano.

Claro, placas atuais provavelmente vão falhar quanto à compatibilidade com as próximas versões do DirectX e do OpenGL. Todavia, o desempenho delas não será facilmente batido por dispositivos da próxima geração.

Placa-mãe e fonte compatíveis

O segundo passo é conjecturar se o computador tem os requisitos para a instalação de uma solução de múltiplas placas gráficas. Nesse aspecto, há três pontos que você deve considerar: espaço disponível no gabinete, suporte da placa-mãe e potência da fonte.

ASUS Crosshair V Formula (Fonte da imagem: Divulgação/ASUS)

O suporte da placa-mãe é o mais importante, afinal, se ela não tiver dois slots para a instalação dos componentes, uma placa gráfica ficará inutilizada. A potência da fonte também não deve ser menosprezada, pois quando tratamos de duas placas de vídeo, o consumo é absurdamente alto.

Para você ter uma ideia, uma única GTX 560 Ti (que não é topo de linha) consome aproximadamente 185 watts — chegando a quase 320 W quando em carga máxima. Considerando a instalação de duas placas, o cuidado com energia deve ser redobrado. Se tomarmos como exemplo esse modelo da NVIDIA, uma fonte de 850 W (de alta eficiência e com PFC ativo) é o mínimo recomendado.

(Fonte da imagem: Divulgação/OCZ)

E não é só a questão da energia que deve observada. Como estamos falando de placas de alto consumo, é preciso que a fonte instalada tenha múltiplos cabos de alimentação (o ideal é ter quatro cabos à disposição, pois se você optar por placas topo de linha, é necessário instalar dois cabos em cada uma). O tamanho desses cabos também precisa ser observado, visto que eles devem alcançar uma área distante da fonte.

Monitores e altíssimas resoluções

Outros aspectos que podem definir se você realmente precisa de múltiplas placas gráficas dizem respeito à saída de vídeo. Afinal, de nada adianta ter alto poder de processamento e usar um monitor de 15 polegadas com resolução de 1024 x 768 pixels.