(Fonte da imagem: Reprodução/Earthkam)

É bem provável que você já tenha ouvido falar sobre a Estação Espacial Internacional (EEI), não é mesmo? Como o nome já indica, ela é uma instalação que orbita a Terra e que foi construída através do esforço conjunto de diferentes países — os Estados Unidos e a Rússia encabeçaram o projeto desde o início.

A estrutura da EEI é tão grande e complexa que ela tem quase o mesmo tamanho de um estádio de futebol e pesa cerca de 400 toneladas. Para que algo tão imenso pudesse ser feito no espaço, foram necessárias diversas viagens de astronautas e cosmonautas, totalizando 13 anos de serviços e um gasto de 150 bilhões de dólares.

Contudo, grande parte das pessoas costuma pensar que a EEI está parada e estática na órbita terrestre. Toda a estrutura da Estação se move constantemente, inclusive para baixo, já que o planeta exerce uma forte atração. Para que ela não caia na cabeça de pessoas inocentes ou seja destruída por amontoados de lixo espacial, a NASA tem a função de guiá-la.

Uma missão das mais difíceis

O controlador de voo Josh Parris. (Fonte da imagem: Reprodução/Arstechnica)

Como você já deve ter imaginado, dirigir algo tão grande e pesado pela órbita terrestre não é algo fácil. E você está certo, pois isso é realmente bem difícil, tanto que uma equipe inteira se dedica a essa função, que é chamada simplesmente de “Missão Controle”. Uma das pessoas que trabalha com isso é Josh Parris.

Para que um agente da NASA possa estar na mesma posição que Parris e a sua equipe estão, é necessário estudar muito (muito!), de modo que todas as nuances da função sejam aprendidas — e isso quer dizer que leva muito tempo para que você consiga se qualificar. Dessa maneira, a vida dos seis astronautas que estão dentro da Estação pode ser preservada sem que riscos desnecessários sejam enfrentados.

E como isso é feito?

(Fonte da imagem: Reprodução/Arstechnica)

Parris explica que, além da gravidade, há diversos obstáculos que orbitam a terra na mesma altura que a Estação Espacial Internacional. Esses “desafios” nada mais são do que grandes amontoados de lixo espacial, sendo que alguns deles chegam a ter um tamanho comparável com o da própria Estação.

Para que a estrutura toda não se choque com qualquer resíduo que seja, um grande computador utiliza vários sensores para monitorar uma determinada área ao redor da EEI. Esse perímetro tem o formato de uma caixa de pizza e se estende por 25 quilômetros em relação à nave — e todas as direções possíveis são monitoradas.

Quando o computador identifica que algo pode entrar nesse perímetro, ele calcula as probabilidades de a EEI ser atingida. Caso as chances sejam consideráveis — e isso acontece a partir do momento em que a probabilidade começa a ser de uma em 100 mil —, a equipe da “Missão Controle” é notificada e a nave é movida. Essa regra só é quebrada nas situações em que movê-la oferece um perigo maior aos tripulantes, como no caso de peças quebradas.

Para que toda a Estação possa ser movida, são utilizados motores especiais para propulsão espacial. Além disso, a NASA também conta com diversos giroscópios especiais, permitindo que toda a estrutura execute movimentos de translação e rotação — ou seja, ela não se limita a ir para frente e para trás ou para cima e para baixo.

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Depois de ler tudo o que foi explicado, você acha que seria bacana trabalhar na NASA controlando o rumo tomado pela Estação Espacial Internacional?

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