Nubank vê chance de crescer rápido com crise econômica no Brasil

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Imagem: Nubank/Divulgação

O Nubank avalia que a crise econômica no Brasil pode oferecer uma oportunidade de crescimento acelerado para a companhia. Em entrevista exclusiva à agência de notícias Reuters, o fundador e CEO do banco digital, David Velez, disse que espera que a proporção de empréstimos inadimplentes (NPL) aumente este ano, à medida que os consumidores brasileiros lutam contra a alta inflação, aumento das taxas de juros e uma economia lenta. Com a desaceleração da economia no país, a competitividade entre bancos deve favorecer instituições com ofertas mais vantajosas.

O CEO também declarou que o Nubank deverá manter seus índices de inadimplência abaixo da média do mercado por conta do uso avançado de dados para políticas de subscrição. Para comparação, o índice de inadimplência de 90 dias do Nubank para cartões de crédito é de 3,3%, abaixo da média de 4,8% do segmento. Mesmo em cenário arriscado, a perspectiva de crescimento é otimista, já que o Nubank não depende atualmente de mercados de crédito e está entre as instituições financeiras mais valiosas da América Latina.

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"Podemos realmente ter uma oportunidade de acelerar e conquistar ainda mais participação de mercado e deixar as taxas de juros ainda mais baixas para tornar nossos produtos muito mais competitivos", disse Velez à Reuters. "A curta duração da carteira de crédito do banco — seis semanas para empréstimos com cartão de crédito e quatro a seis meses para crédito pessoal — também permite uma melhor avaliação de risco", completou.

O Nubank estreou oficialmente na bolsa de valores, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, em 9 de dezembro de 2021. Listada na bolsa de Nova York (NYSE) com valuation de US$ 41,5 bilhões (aproximadamente R$ 230 bilhões na época) e angariando US$ 2,6 bilhões de investimentos — a companhia garantiu um dos maiores IPOs em número de investidores. As ações da fintech entraram no mercado com valor de US$ 9,00 na NYSE e de R$ 8,36 na B3.

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