NFT e mais: 7 termos da tecnologia que serão tendência em 2022

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Neste ano, as redes sociais foram inundadas com diversos novos termos frequentemente ligados à tecnologia. Palavras como "NFT", "Blockchain" e "Metaverso" tornaram-se cada vez mais comuns entre as postagens e tópicos em destaque, enquanto pouco significavam para a maioria dos usuários.

Para descomplicar a vida dos internautas e evitar que eles percam as próximas tendências, o TecMundo elaborou um breve glossário com os vocábulos mais recentes. Confira:

Blockchain

Geralmente citado em explicações, o termo "Blockchain" pode ser traduzido como "corrente de blocos" e se refere a uma tecnologia de proteção de dados e autenticação. Seu funcionamento se dá através da inscrição de pequenos conjuntos de informações, batizados de "blocos", em uma sequência que deve ser validada por desafios matemáticos digitais, enviados a uma rede online e decentralizada de usuários, a cada nova adição.

Exemplo de funcionamento de uma blockchain. (Fonte: iHodl / Reprodução)Exemplo de funcionamento de uma blockchain. (Fonte: iHodl / Reprodução)Fonte:  iHodl 

Esse processo, conhecido como "mineração", é incentivado financeiramente por recompensas digitais nativas da respectiva rede, as infames criptomoedas, que podem ser negociadas sem restrições pelos participantes. Proposto por Satoshi Nakamoto ainda em 2008, um pseudônimo para o também criador do Bitcoin, o modelo garante um nível poderoso de criptografia e ainda não foi decodificado por nenhum hacker ou algoritmo.

Inicialmente, a tecnologia foi desenvolvida para o uso financeiro, garantindo que as transações de valores digitais não fossem duplicadas ou fraudadas por usuários maliciosos. No entanto, atualmente, a solução foi adotada como ferramenta para a validação de outros documentos, como obras de artes e certificados.

NFT

NFTs até podem ser copiados, mas serão tratados como réplicas sem valor.NFTs até podem ser copiados, mas serão tratados como réplicas sem valor.Fonte:  OpenSea 

Outro tópico que fomentou discussões calorosas nas redes sociais foi o "NFT". A sigla significa "non-fungible tokens" e pode ser traduzida para o português como "tokens não-fungíveis" ou "códigos irreplicáveis", em uma adaptação livre. De maneira bastante resumida, o termo se refere aos ativos enviados a uma blockchain para serem validados como "únicos", possuindo um certificado de autenticidade decentralizado que pode ter sua posse transmitida de maneira confiável entre usuários.

Os NFTs acabaram se popularizando pelo seu uso no meio artístico, já que possibilitavam a negociação de obras digitais com certificados de posse autografados pelos seus respectivos autores. Naturalmente, não demorou para que o nicho encarasse uma repentina especulação, seguida de supostos problemas de gasto energético e casos de plágio, que dividiram parte dos internautas em apoiadores e protestantes.

Metaverso

Metaverso deve oferecer possibilidades mais imersivas de interação.Metaverso deve oferecer possibilidades mais imersivas de interação.Fonte:  Shutterstock 

Ganhando tração nas redes sociais após o anúncio da gigante Meta, empresa-mãe do Facebook, o "metaverso" pode ser definido como um "mundo" inteiramente digital, abrigado na internet, capaz de oferecer um nível superior de interação entre os usuários através da tecnologia de realidade aumentada.

O nome, contudo, não é exatamente novidade, já que foi cunhado no livro Snow Crash, escrito por Neal Stephenson e lançado ainda em 1992. Seu significado é fruto de um neologismo, que combina a palavra grega "meta" com "universo", resultando na expressão "além do universo" — como uma evolução dos espaços digitais na internet.

WEB 3.0

Ainda teorizado por muitos especialistas, o termo "WEB 3.0" representa a futura evolução e decentralização da internet. Seu diferencial para alcançar o feito seria a adoção da inteligência artificial em sua estrutura, mitigando a influência de grandes empresas, governos e outras autoridades na navegação online.

Apesar de parecer distante, vale ressaltar que as iterações WEB 1.0 e WEB 2.0 significaram, na prática, à democratização do acesso e da produção de conteúdo na internet — iniciada há 32 anos.

DeFi

Sendo uma abreviação, o vocábulo é traduzido para o português como "finanças decentralizadas", representando as ferramentas financeiras que funcionam sem intermediários, como bancos e outras entidades reguladores. Seu funcionamento é garantido através dos contratos inteligentes abrigados em diversas blockchains, que executam transações financeiras automaticamente, conforme suas próprias regras.

Altcoins

Ethereum é considerada a principal altcoin do mercado.Ethereum é considerada a principal altcoin do mercado.Fonte:  Shutterstock 

O termo é uma abreviação que corresponde a "moedas alternativas" ,em tradução livre para o português, referindo-se a qualquer criptomoeda que não seja o Bitcoin. Subdividindo-se, a categoria também abriga outros grupos de ativos, como: as "memecoins" que se inspiram em piadas da internet; as "shitcoins", que costumam ser mal-fundamentadas e parte de mecanismos para fraudes; e as "stablecoins", lastreadas em moedas fiduciárias, como o dólar norte-americano.

Sumarizando, por exemplo, pode-se afirmar que toda memecoin é uma altcoin, mas o contrário não é sempre válido.

Buy Now, Pay Later

Representando a evolução do amado "carnêzinho", o termo "Buy Now, Pay Later" refere-se ao crediário digital, que tem se tornado cada vez mais popular no comércio internacional. A modalidade faz bastante sucesso entre os mais jovens, possibilitando o parcelamento de compras mesmo sem adoção de um banco. O avanço é garantido por empréstimos disponibilizados para cada usuário por fintechs, que exigem apenas alguns dados básicos para realizar a avaliação.

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