(Fonte da imagem: Universidade Ryerson)

Dois estudantes da Universidade Ryerson, em Toronto, desenvolveram um braço mecânico controlado por ondas cerebrais que usa ar comprimido para operar. Além de oferecer uma liberdade de movimentos maior em comparação com próteses tradicionais, o aparelho não requer que o usuário passe por cirurgias invasivas para ser utilizado.

Batizada como Artificial Muscle-Operated Arm (Braço artificial operado por músculos, em uma tradução livre), a prótese foi desenvolvida em parceria pelos estudantes de engenharia Thiago Caires e Michael Prywata. Embora o desenvolvimento do software usado tenha levado um ano, o protótipo mostrado foi construído em somente 72 horas.

Ao contrário de próteses tradicionais, que em geral exigem que o paciente passe por cirurgias que realinham músculos para serem utilizadas, a novidade não requer nenhum tipo de intervenção.

Um capacete é responsável por detectar os impulsos cerebrais que continuam a ser produzidos mesmo após a perda de um braço. Os sinais elétricos captados são enviados para um microprocessador localizado na prótese, que usa um banco de dados interno para interpretá-los – se o usuário pensa em abrir os braços, por exemplo, é isso que acontece.

Totalmente pneumático

Para realizar as operações desejadas, a prótese usa ar comprimido para estimular a expansão e contração dos músculos artificiais. O ar se origina em um tanque recarregável localizado no bolso do usuário, embora haja planos para movê-lo diretamente para o braço artificial. O uso desta tecnologia faz com que os custos de produção sejam reduzidos a US$ 20 mil, um quarto do valor das próteses tradicionais.

(Fonte da imagem: Universidade Ryerson)

A próxima etapa do projeto é desenvolver um meio de movimentar os dedos da prótese de forma independente, adicionando a eles uma sensação de toque capacitivo. O software também deve ser aprimorado, adicionando funções que aprendem os hábitos dos usuários para obter um desempenho melhor.

Os desenvolvedores esperam que no futuro a ideia possa ser utilizada como uma extensão para cadeiras de rodas ou em aplicações militares. Além do braço mecânico, a dupla também investe no desenvolvimento de pulmões artificiais e um sistema não invasivo para tratar danos na espinha dorsal.

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