Esqueça a imagem bucólica que você tem da vida nas fazendas. Homens com chapéus de palha ordenhando vacas e jogando sementes com as próprias mãos são atividades que ficaram em um passado bem distante. Há décadas a tecnologia vem colaborando para maximizar os recursos encontrados no campo, ao mesmo tempo em que amplia os ganhos dos empreendedores.

Isso não é aplicado apenas aos tratores que são melhorados com certa frequência, mas também às conectividades entre diferentes mecanismos. As fazendas já estão evoluindo há tempos e a tendência é que isso seja ainda mais evidente no futuro. Mas como seriam essas tecnologias do ambiente rural? Como elas podem se conectar para garantir melhores resultados?

Existem muitos conceitos sendo desenhados e também mecanismos que vêm sendo testados para que possam ser lançados comercialmente em alguns anos. Está curioso para saber como as fazendas podem ser tornar muito mais tecnológicas do que você jamais imaginou? Então vamos conhecer alguns desses projetos agora mesmo!

Plantações Hi-Tech

Hoje, as plantações só ocorrem porque funcionários das fazendas pilotam gigantes tratores para fazer com que a terra seja preparada e então possa receber as sementes. Em locais menores, isso ainda pode acontecer de maneira manual. Ambos os casos podem passar por erros nos mais diversos graus, pois a operação humana é sujeita a falhas em várias situações.

Tentando corrigir isso, já existem vários equipamentos que utilizam sensores de GPS para ajudar na manutenção das linhas retas, por exemplo. Isso auxilia não somente no aproveitamento das sementes, mas também em diversos outros recursos, como combustível e até mesmo fertilizante. E vale dizer que no futuro isso pode ser transformado de uma forma ainda mais legal.

Estamos falando de tratores autoguiados, que podem aumentar — e muito — as capacidades de produção das fazendas. Poupando tempo dos fazendeiros, eles ainda podem permitir que as colheitas e outras atividades sejam mais uniformes — expandindo o que já é garantido com a utilização de navegadores GPS nos tratores comuns.

Muito além do solo

Não é apenas na preparação da terra que a tecnologia pode fazer muita diferença. Em algumas fazendas já é possível vermos a utilização de drones de monitoramento para várias finalidades. Além de permitir um controle mais rápido dos limites das terras e também ajudar na localização de pragas que podem atrapalhar as plantações, informações conseguidas por drones dão mais dados para que agrônomos calculem as quantidades de fertilizante ou agrotóxico necessárias.

A conectividade entre drones, estoques, funcionários e administradores também é vital. Com o auxílio de smartphones e tablets, as fazendas mais tecnológicas terão como ser controladas com muito mais facilidade. Saber a quantidade de sementes armazenadas e de grãos colhidos, por exemplo, também será mais simples do que é atualmente. Tudo ao alcance dos aparelhos eletrônicos.

Criação animal

Além das plantações, a criação de animais também pode passar por algumas revoluções no futuro. Hoje, já é possível trocar as etiquetas normais por etiquetas eletrônicas na marcação de bovinos — permitindo o rápido acesso a dados sobre vacinas, aplicações de antibióticos e hormônios, além de procedência genética do animal analisado.

Trazendo de volta os drones mencionados anteriormente, existem algumas fazendas que utilizam os equipamentos para fiscalizar as vacas que são criadas fora do confinamento-padrão (em método “free-range” ou semiconfinamento). Assim, há maneiras de manter mais animais em espaços maiores, aumentando a produção e os lucros obtidos.

Outra tecnologia que pode ser usada em vacas é a coleira de medição de calor. Uma vez que esses animais aumentam suas temperaturas durante os períodos em que estão mais férteis, esses dispositivos podem informar aos fazendeiros que está na hora certa de serem realizadas as inseminações artificiais — necessárias para que as vacas possam ficar prenhes e produzam leite após o nascimento dos bezerros.

A presença robótica

Quando elas já estão lactantes, alguns fazendeiros podem utilizar máquinas de ordenha mais robóticas do que acontece atualmente. Uma das principais inovações nisso está no fato de que existem sensores que identificam a secreção e resultam em menos sucção em cada teta, causando menos lesões ao úbere — glândulas mamárias — de cada animal. Vale dizer que isso já é usado em algumas fazendas leiteiras dos Estados Unidos.

Outro local em que a robótica deve entrar em cena são os alimentadores de animais. Eliminando a necessidade de pessoas levarem a comida até eles, é possível fazer com que os alimentos estejam disponíveis nas horas em que for necessário — havendo até mesmo a chance de que isso ocorra de maneira constante. Tudo remotamente e de acordo com que o que for do interesse dos fazendeiros.

Como tudo isso pode gerar lucros?

Todas as tecnologias citadas neste artigo possuem os mesmos objetivos: realizar um melhor aproveitamento dos recursos necessários para a produção nas fazendas. Isso acontece das mais diversas formas: redução do consumo de combustíveis, maximização da aplicação de fertilizantes, facilitação da produção de leite... São muitas as possibilidades.

Tudo isso acaba sendo muito interessante de um ponto de vista financeiro. Aproveitando ao máximo tudo o que possuem, os fazendeiros produzem também muito mais do que produziriam de outra forma — e ocupando os mesmos espaços. No final das contas, os investimentos se pagam e ainda dão lucros substanciais para os empresários.

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Essas tecnologias devem ser as principais inovações a serem colocadas nas fazendas nos próximos anos. Vale dizer que algumas delas já estão em fase de desenvolvimento avançado, mas outras (como os robôs autoguiados) ainda devem demorar um pouco mais até que possam ser comercialmente viáveis. Você acha que elas podem realmente dar mais lucros aos empresários do agronegócio?